Em todo o país, 1º de Maio de luta contrapõe-se ao governismo da CUT

Conlutas participou ativamente da organização dos protestos contra as reformas de Lula, CUT e FMINo exato momento em que a CUT e a Força Sindical davam início aos seus mega-shows patrocinados por empresários e pelo governo, na Praça da Sé, em São Paulo, milhares de ativistas reuniam-se para resgatar o verdadeiro sentido do 1º de Maio. A Conlutas, a Pastoral Operária e setores da esquerda cutista organizaram um contraponto ao governismo da CUT, aproveitando a data para protestar contra as reformas Sindical e Trabalhista, retomando o classismo que a central de Marinho deixou para trás.

O 1º de Maio alternativo reuniu cerca de 3 mil manifestantes, que partiram em passeata pelas principais ruas do Centro. “É preciso buscar no fundo da nossa alma as energias para construir a resistência e para colocar no olho da rua aqueles que estão traindo o movimento”, afirmou Waldemar Rossi, da Pastoral Operária, referindo-se à traição da CUT. “Mais do que uma luta contra a reforma, o 1º de Maio é um marco nas lutas dos trabalhadores de todo o mundo contra a exploração”, discursou Dirceu Travesso, pelo PSTU.

Rio de Janeiro
No Rio, o ato convocado pela Conlutas-RJ e setores de esquerda ocorreu em 29 de abril. Uma passeata com trabalhadores, estudantes e ativistas do movimento sem-teto fechou a Avenida Rio Branco, tradicional ponto de concentração de manifestações cariocas. Destacou-se a presença dos profissionais da educação de Niterói, em greve há 60 dias, contra a prefeitura de Godofredo Pinto (PT). O ato também contou com os sem-teto da Ocupação Zumbi dos Palmares, que ocupam um prédio do INSS no Centro.

Belém
Convocado pela Conlutas-PA, o 1º de Maio em Belém reuniu cerca de 600 pessoas. As intervenções tiveram um caráter internacionalista, não poupando o escandaloso asilo de Lucio Gutiérrez no Brasil. A manifestação percorreu a principal avenida do centro, interrompendo o trânsito durante horas, encerrando-se na Praça da República, importante referência cultural e política da cidade. A poucos metros dali, a CUT, o PCdoB e o PT faziam seu ato e olhavam estarrecidos para a passeata, que reuniu o triplo dos participantes em relação à manifestação deles.

Curitiba
A Conlutas celebrou a data no dia 30 de abril, com uma caminhada que percorreu o calçadão e terminou na Boca Maldita, no centro da capital paranaense. Na caminhada, os manifestantes demonstraram sua indignação com o governo e a CUT, cantando palavras de ordem contra as reformas. Ao final, um boneco do presidente Lula com a bandeira da CUT foi queimado.

Fortaleza
Na capital cearense, a CUT reduziu a data à realização de um torneio de futebol e a uma concentração festiva. Já dez entidades sindicais, entre elas os sindicatos dos gráficos, dos trabalhadores do IBGE e da Receita Federal, ainda filiados à CUT, e o Sindicato da Construção Civil, que recentemente aderiu à Conlutas, realizaram um ato político, marcado pelo repúdio às reformas.

Porto Alegre
O ato da Conlutas reuniu cerca de 250 pessoas. Entre os sindicatos que participaram da manifestação, estavam o dos trabalhadores do Judiciário, do processamento de dados e dos professores do estado.

Natal
Cerca de cem pessoas reuniram-se no Parque Mangueira, convocados pela Conlutas e por sindicatos como o dos bancários, da Saúde e do Fisco estadual. A manifestação também contou com a apresentação de grupos de repentistas e de teatro.

Florianópolis
A manifestação foi em frente ao estádio onde se realizava a partida entre o Flamengo e o Figueirense. Além da participação de sindicatos como o dos trabalhadores do Judiciário e da oposição ao sindicato dos trabalhadores do serviço de água, o ato contou com representantes dos professores e da juventude.

Festas milionárias das centrais
O grande circo montado pela CUT na Av. Paulista atraiu cerca de 1 milhão de pessoas. Orçada em R$ 3,5 milhões, a festa foi patrocinada por inúmeras empresas, entre multinacionais e oito estatais. O show, além de defender as reformas, acabou se tornando um ato pela reeleição de Lula. Já a Força Sindical seguiu com a tradição de festas despolitizadas. A grande gafe ficou pela presença do presidente da Câmara, Severino Cavalcanti, vaiado por um milhão de pessoas enquanto discursava.

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