Em Salvador, gritos de resistência no carnaval dos trios elétricos

PSTU participa do carnaval de rua de Salvador

Pela quarta vez, o PSTU participa do carnaval de Salvador com bloco socialista e revolucionárioO carnaval de Salvador (BA) é considerado a maior festa popular de rua do planeta. Durante os seis dias de festa, baianos e turistas enchem as ruas do circuito da folia correndo atrás dos enormes e cada vez mais potentes trios elétricos comandados pelas estrelas da música baiana.

Do lado de dentro da corda, estão os privilegiados que podem pagar pelos altos preços dos famosos abadás que chegam a custar até R$ 1 mil por dia. Do lado de fora, o povo, em sua maioria negros e negras, se espremem na chamada pipoca, sofrendo com a violência da polícia baiana e a truculência dos fiscais contratados pelos blocos de carnaval.

Quando o povo rouba a cena
No meio de tanta festa, a população baiana encontra um momento para fazer suas reivindicações e alfinetar os políticos sem deixar de lado a alegria do carnaval. Esse momento ocorre toda segunda-feira de carnaval na tradicional Mudança do Garcia. São 84 anos de história desse bloco formado por diversas organizações populares e entidades sindicais, além de partidos políticos de esquerda que saem das ruas do bairro do Garcia e invadem o circuito oficial do carnaval, rompendo com a oficialidade do desfile dos grandes blocos.

O PSTU faz parte dessa festa
Como sempre acontece em ano de eleições, os partidos aproveitam as festas populares para promover seus candidatos. Este ano, PT e PCdoB dedicaram-se a propagandear a candidatura da ministra Dilma Rousseff, sem deixar, é claro, de promover seus parlamentares que concorrerão às vagas de deputados estaduais e federais.

O PSTU fez diferente. Nosso partido foi um dos destaques do dia, com muita agitação e uma coluna grande formada por militantes e populares que se incorporaram ao bloco do partido. Como abre-alas, uma enorme bandeira em solidariedade ao povo do Haiti, que sofre com os efeitos do violento terremoto que abateu a capital Porto Príncipe e a famigerada ocupação militar das tropas brasileiras e da ONU.

Várias vezes, o grito “Oh, Lula que papelão / solidariedade não é ocupação!” ecoou no trajeto da mudança, chamando a atenção das pessoas que observavam a folia das janelas de suas casas e dos camarotes improvisados para importância da solidariedade de raça e classe com os trabalhadores do país mais pobre e perseguido das Américas.

Foi a quarta vez que o PSTU participou da festa. A cada ano que passa, mais e mais ativistas parabenizam o partido e se incorporam ao bloco, comprovando que as festas populares são sim um bom espaço, além de estar junto com a classe trabalhadora e compartilhar sua alegria, fazendo o trabalho de conscientização política.