Foto Romerito Pontes

O BDS (Boicote, Desinvestimento, Sanções) Brasil republicou neste domingo (22/11) a carta-compromisso com a Palestina assinada por candidatos a prefeito em diversas cidades ainda na campanha eleitoral antes da votação do primeiro turno.

Constatamos a nota adicionada que explica: “Nosso movimento tem sido alvo de ataques daqueles que defendem o apartheid israelense, nos acusando de disseminar FakeNews. Refutamos estas acusações e esclarecemos que apenas nomes autorizados pelos candidatos ou suas coordenações de campanha foram incluídos. Campanhas que optaram por deixarem a lista tiveram seus nomes retirados quando nos comunicaram desta decisão.”

O PSTU reafirma a solidariedade incondicional ao povo palestino e lamenta que os candidatos em São Paulo – Guilherme Boulos e Jilmar Tatto – tenham optado por retirar a adesão e cedido, assim, à chantagem sionista como infelizmente percebemos ao rever a lista publicada.

O PSTU ratifica a adesão ao compromisso com o BDS (boicote, desinvestimento e sanções) a Israel, expresso durante a campanha eleitoral.

Nesse sentido, repudiamos a campanha difamatória dos chamados sionistas “de esquerda” no Brasil para atacar a credibilidade do BDS.

Fakenews é o “sionismo de esquerda”, que historicamente esteve tão implicado na limpeza étnica palestina quanto a “direita” – como comprovam inclusive os chamados novos historiadores israelenses -, enquanto usa retórica de paz e diálogo, na verdade paz dos cemitérios, não justiça.

Fake é sua suposta “solidariedade”, enquanto ataca justamente o chamado feito pelos palestinos por solidariedade, ignora suas vozes e dissemina mentiras em relação ao BDS. Uma “solidariedade” que insiste em migalhas para os palestinos, para silenciar sua justa resistência, enquanto mantém a defesa do Estado ocupante e racista de Israel. Fakenews são as mentiras contadas, como já amplamente demonstrado, para minar o movimento BDS.

Alguém hoje repudiaria a campanha de boicote contra o regime de apartheid na África do Sul e teria a cara de pau de afirmar que boicote contra esse regime seria racismo? Pois é exatamente o que os tais “sionistas de esquerda” fazem.

Colocam-se inclusive contra o embargo militar a Israel – campanha devidamente explicada pelo BDS e que consta da carta compromisso, fundamental na luta contra o apartheid na Palestina e o genocídio do povo pobre e negro no Brasil. Em resumo, defendem o apartheid israelense sob fachada de bom-mocismo, colocando-se contra até mesmo o boicote a tecnologias militares israelenses que servem ao extermínio nas favelas brasileiras.

Na mesma linha, Bruno Covas declarou, em almoço organizado pela Federação Israelita de São Paulo no dia 17 de abril de 2019, conforme publicado no site da Confederação Israelita do Brasil: “Israel é um grande centro de tecnologia e a cidade de São Paulo quer ser cada vez mais conhecida como um grande hub tecnológico. Há muita troca de experiência a ser feita entre Israel e a nossa cidade.”

Na defesa de acordos como esse, que sustentam a ocupação, colonização e apartheid israelenses, sionistas “de esquerda” utilizam argumento já desgastado de que antissionismo é antissemitismo. Uma confusão deliberada entre a oposição a um projeto político colonial (sionismo) e o preconceito e ataque a semitas (entre os quais se incluem não só judeus da região, mas árabes). Essa é uma velha chantagem usada para confundir e silenciar a solidariedade.

Contra isso, o PSTU levanta ainda mais alto a bandeira da solidariedade incondicional aos palestinos e apoio à resistência heroica, símbolo das lutas justas contra a opressão e exploração em qualquer parte do mundo.

O PSTU repudia todas as formas de racismo, ao encontro novamente do BDS. Portanto, repudia veementemente o antissemitismo assim como o sionismo.
Na defesa de justiça para a totalidade do povo palestino, incluindo o retorno dos milhões de refugiados as terras de onde foram expulsos, reitera sua posição por um Estado único palestino, laico, livre, democrático, não racista, com direitos iguais para todos.

E chama todos os movimentos e partidos políticos, em particular Guilherme Boulos e Jilmar Tatto, a não cederem à chantagem. Pelo contrário, fortalecerem o BDS.
Em defesa dos palestinos, estamos com o BDS.