Em Belo Horizonte, manifestantes queimam bandeira de Israel e dos EUA

Representante da Conlutas exige o rompimento das relações diplomáticas e comerciais com IsraelNeste dia 15 de janeiro, Belo Horizonte fez coro com milhares de vozes pelo Brasil e o mundo e o contra o ataque genocida do exército de Israel na Faixa de Gaza. No início da manhã foram feitas diversas panfletagens nas saídas do metrô com o manifesto construído por diversas entidades dos movimentos sociais e partidos políticos. Na Praça 7, principal ponto de encontro das manifestações na capital do mineira, foram colocados painéis com fotos que denunciam as atrocidades realizadas pelo sionismo israelense e uma TV exibia filmes e documentários sobre os ataques nestes 60 anos de existência do enclave imperialista no Oriente Médio que é o Estado de Israel.

Às 15 horas, teve início o ato público que contou com várias centrais sindicais, entidades do movimento popular, sindical e estudantil, partidos políticos e representantes da comunidade árabe. Cerca de 1.000 pessoas participaram dos protestos.

O embaixador da Palestina no Brasil, Ibrahim Al Zeben, também esteve presente na atividade reconhecendo que neste momento, acima de todas as diferenças na população árabe, todos estão unidos na campanha pelo cessar fogo imediato.

A Conlutas esteve representada neste ato denunciando o massacre que a população palestina sofre na região de Gaza e exigindo do governo brasileiro que rompa as relações diplomáticas e comerciais com o estado sionista de Israel, que representa um dos eixos aprovados pelo Comitê em Defesa do Povo Palestino construído por dezenas de entidades. Foi uma fala aplaudida. Concluindo o ato foi realizada a tradicional queima das bandeiras de Israel e dos EUA.

Logo após, foi realizada uma passeata pelas ruas de Belo Horizonte até a Federação Israelita. A caminhada foi aberta por uma grande faixa do comitê. Foi uma caminhada cheia de discursos, palavras de ordem e apoio da população. Os manifestantes presentes encheram as ruas com suas bandeiras e faixas.

Ao final, foram depositados em frente à Federação Israelita bonecos representando as crianças assassinadas pelos bombardeios israelenses. Novamente foi feita a queima das bandeiras de Israel e dos EUA.

O PSTU, através do companheiro Geraldo “Batata”, acrescentou a necessidade de lutarmos pelo fim do Estado de Israel, por uma Palestina livre e laica e pela construção da Federação dos Estados Socialistas no Oriente Médio, única condição para por fim aos conflitos e construir a paz na região.

Belo Horizonte não irá parar por aí. O Comitê em Defesa do Povo Palestino se reunirá para construir uma agenda de mobilizações e prosseguir com a campanha.