Em Belém, operários voltam ao trabalho, mas mantém estado de greve

Na manhã desta última quarta-feira (14) mais uma assembleia geral foi realizada em frente ao sindicato para deliberar sobre os rumos da greve dos trabalhadores da construção civil, em seu sétimo dia de paralisação.

A categoria em assembleia deliberou o retorno ao trabalho nesta quinta-feira com a condição da Patronal apresentar proposta até até o fim do dia. “Voltamos ao trabalho nessa quinta pela manhã, às 18hs vamos fazer uma assembleia em frente ao sindicato novamente para ver a proposta da patronal.

Caso seja a proposta seja negativa, ou seja, não passe de 10% de reajuste, a gente volta com toda a força para a greve ainda nessa sexta-feira”, afirmou Cléber Rabelo, um dos dirigentes da greve.

Forte repressão – O sétimo dia de greve também foi marcado por uma forte repressão da polícia do governado Simão Jatene (PSDB). Os principais canteiros de obra amanheceram com um forte policiamento protegendo a propriedade dos empresários. Tropas de Choque, Cavalaria e diversas viaturas foram acionadas ainda pela madrugada para reprimir a ação do sindicato nos canteiros. O diretor do sindicato Zé Gotinha foi detido em frente ao canteiro de obra pela polícia militar.

Durante os protestos da terça-feira (13) ouve confronto com a polícia. Dois companheiros foram presos, e balas de borracha deixaram diversos feridos. “Não havia necessidade. Eu estava apenas conduzindo a greve tranquila dos trabalhadores”, disse Zé Gotinha, também dirigente da mobilização.

Segue a negociação – Ao fim da tarde dessa quarta-feira, a comissão composta pelos companheiros Atnágoras Lopes, da Executiva da CSP-Conlutas, Cléber, e outros operários de base irá sentar a mesa de negociação com a Patronal para chegar ao consenso do reajuste acima dos 10% mais a cesta básica, plano de saúde e 10% das vagas para as mulheres, além da classificação e qualificação das operárias.

Solidariedade de classe – Diversas moções de apoio chegaram à greve dos trabalhadores da construção civil. Sindicalistas da Ford Motor Company, em Dearborn, Michigan, EUA, perto de Detroit, enviaram moção de solidariedade. Companheiros do México, trabalhadores de “la unidad vw mx” do coletivo “Difundiendo resistencias”. Além de diversas entidades e organizações políticas do Brasil.
Envie sua moção de apoio para: [email protected]