Em Aracaju, professores da rede municipal seguem em greve

Prefeito Edvaldo Nogueira (PCdoB) não cumpre a Lei do PisoOs professores da rede municipal de Aracaju estão em greve há quase dois meses. Em assembleia realizada na segunda, 8, a categoria decidiu continuar com a paralisação. O prefeito Edvaldo Nogueira (PCdoB) não avança nas negociações e não cumpre com a Lei do Piso. “Temos que lutar pelos nossos direitos, o piso está previsto em lei e tem que ser cumprido. Quem provoca prejuízo e falta de aula na Educação é a prefeitura que não cumpre com a lei”, afirmou Vera Oliveira, presidente do Sindicato dos profissionais da Educação do Município de Aracaju (Sindipema).

Na manhã desta terça, 9, os professores realizaram um “apitaço” em protesto contra a não aplicação do piso da categoria pela Prefeitura Municipal de Aracaju (PMA). O “apitaço” foi realizado em frente à Secretaria de Finanças, na Praça General Valadão, no Centro de Aracaju.

A presidente do Sindipema, Vera Oliveira, ressaltou que a greve foi mantida porque a PMA não apresentou uma proposta favorável no sentido de aplicar o piso. “O prefeito Edvaldo Nogueira apresentou na última reunião a mesma proposta de formar uma comissão para fazer um estudo, visando a recuperação das perdas e melhorias na carreira, e quando concluído o estudo, o encaminharia para construir um Projeto de Lei para vigência em 2012. Mas ele descartou qualquer possibilidade de aplicar o piso na carreira como a gente vem reivindicando”.

De acordo com estudo realizado pelo Departamento Intersindical de Estudos e Estatísticas (Dieese), a PMA teria condições plenas de dar um reajuste de 9,85% para todos os professores. A rede de ensino de Aracaju conta com uma média de 35 mil alunos e 1.726 professores.

A categoria aprovou na assembleia que fará uma caminhada, chamada de Via Crucis, às 15h desta quarta, até a Praça Fausto Cardoso. E uma nova assembleia na quinta, 11, às 15h, na sede do Sindicato.

Professores de Neópolis também param
Professores do Município de Neópolis/SE, na região do Baixo São Francisco, também paralisaram suas atividades pela implantação do Piso Salarial Nacional, desde a segunda-feira, 8.

Na terça, 9, ocupam as galerias da Câmara de Vereadores para pedir apoio dos parlamentares. Na quarta, visitam os povoados, fazendo panfletagem e dialogando com a população os motivos da greve. A agenda de luta continua na quinta, 11, com um grande ato público em frente à prefeitura, a partir das 8h. E termina com uma marcha “via-crucis”, na sexta-feira, à noite.

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