Eixos Programáticos da Esquerda Unida

Soberania, Terra e Trabalho

Leia abaixo as principais propostas da coligação Esquerda Unida para o Paraguai

Pela segunda Independência do Paraguai

“O imperialismo busca submeter países pobres como o nosso, a níveis nunca vistos de dominação econômica, política e militar, e quer nos converter numa colônia em pleno século XXI com as privatizações, a “dolarização”, a dívida externa e a instalação de bases militares.

Nossa tarefa não é lutar para aprofundar a democracia ou a conquista dos “direitos cidadãos”. Não há como dar resposta aos direitos democráticos mais elementares, a luta pelo salário ou postos de trabalho, a reforma agrária ou a defesa da universidade pública sem pôr fim ao jugo imperialista, sem se chocar diretamente com o FMI e com os interesses das empresas multinacionais.

Por isso, somente através de um ponto de vista operário, camponês e socialista podem ser abordadas as tarefas de libertação nacional e social. Não sairemos da miséria e do atraso, nem vamos acabar com a corrupção sem enfrentar o imperialismo, sem pôr em primeiro plano a tarefa de lutar pela segunda Independência. Por isso propomos as seguintes medidas:

Fora o FMI! Não pagamento da dívida externa!

Não à Alca e ao Mercosul!

Fora todas as bases militares norte-americanas da América Latina!

Não à intervenção imperialista no Paraguai e América Latina!

Contra a guerra imperialista levada para oprimir e explorar os povos do mundo!

Reforma agrária sob controle dos trabalhadores

A dramática contradição em nosso país é a existência, por um lado, de 300 mil camponeses sem terra e, por outro, que somente 1% dos proprietários rurais são donos de 80% do total da propriedade agrária.

Também é urgente solucionar o crescente empobrecimento dos pequenos produtores rurais. A reforma agrária é vital porque, além de solucionar o problema da injusta distribuição de terras, solucionará problemas terríveis como a fome e o êxodo de camponeses aos cinturões de pobreza das cidades.

Propomos:

Reforma agrária radical sob controle dos trabalhadores.

Assistência técnica e crédito barato para a pequena produção agrícola.

Organização de grandes cooperativas de produção agrícola.

Subsídio à produção agrícola: garantia de preços mínimos.

Implementação por parte do Estado do seguro agrícola.

Trabalho para todos

O desemprego é um dos graves problemas de nosso país: encontra-se entre 15% e 20%. O FMI, o governo e os empresários o “combatem” com trabalho informal, com salários miseráveis, trabalho infantil e flexibilização trabalhista. A maioria dos trabalhadores recebe um salário inferior ao mínimo legal. Para solucionar estes problemas propomos as seguintes medidas:

Planos de obras públicas de educação, habitação e serviços públicos elementares que absorverão grande quantidade de mão-de-obra desocupada.

Estabelecer como medida transitória um seguro para desempregados, no valor de meio salário-mínimo às pessoas em idade de trabalhar.

Vigência obrigatória de salário mínimo para todos os trabalhadores do país que recebem salários inferiores aos fixados oficialmente.

Estabelecer a vigência do salário mínimo vital e móvel, que cubra as necessidades básicas de uma família típica e que aumente de forma automática ao custo de vida. Que as organizações operárias e populares controlem os preços dos produtos de consumo familiar.

Defesa das empresas estatais. Não às privatizações porque significarão demissões massivas, encarecimento dos serviços e a venda do patrimônio de todo o povo.

Governo socialista

Em nosso país governam os grandes empresários e latifundiários para manter um Paraguai capitalista, com uma minoria privilegiada que é dona de tudo e uma imensa maioria que se empobrece cada vez mais.

Nas próximas eleições, seus representantes políticos pretenderão legitimar novamente este sistema capitalista incapaz de garantir pão, trabalho, saúde, habitação, terra e educação e que não nos garante plenas liberdades democráticas.

Por isso, propomos organizar e mobilizar os trabalhadores da cidade e do campo para lutar até conquistar nosso próprio governo: operário, camponês e popular que comece a edificação de um novo Paraguai Socialista.”

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