É guerra contra a reforma de Alckmin

Continua a mobilização dos professores da rede estadual de ensino de São Paulo contra a reforma apresentada pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB). Os servidores da Educação não se intimidaram com a repressão violenta da Polícia Militar e, junto com os trabalhadores da Saúde, impediram a primeira votação do projeto que quer reduzir os salários do funcionalismo estadual.

Em 20 de maio, o governador enviou à Assembléia Legislativa um projeto de lei que cria uma contribuição previdenciária de 5% para todos os servidores estaduais. Esse percentual soma-se aos 6% que já são descontados para o IPESP (Instituto de Previdência) e aos 2% para o IAMSPE (plano de saúde), totalizando 13% de descontos. Isso, sem nenhum reajuste salarial. Ou seja: na prática, o governo de São Paulo quer reduzir o salário dos servidores.

Diante disso, os professores iniciaram uma vigília permanente em frente à Assembléia. No dia 10 de junho, data prevista para que os deputados votassem o projeto, os servidores da saúde realizaram uma greve de 24 horas e somaram-se à mobilização. As centenas de manifestantes ocuparam o plenário e conseguiram impedir a votação. Mas foram duramente reprimidos pela polícia militar e várias pessoas ficaram feridas.

Até o fechamento desta edição (11 de junho), o governo não havia conseguido colocar o projeto em votação. Os professores continuavam a vigília em frente à Assembléia Legislativa e os servidores da Saúde permaneciam mobilizados, com indicativo de greve por tempo indeterminado para 22 de agosto.

Cabe lembrar que o projeto de Alckmin está diretamente ligado à proposta de reforma de Lula, que ataca a aposentadoria especial dos professores e estabelece a Previdência complementar para enriquecer os banqueiros. A Apeoesp enviou 20 ônibus a Brasília para participar da marcha contra a reforma da Previdência. Da mesma forma, em São Paulo, junto com os demais servidores estaduais, os professores estão firmes na luta.

Post author Gegê,
de São Paulo (SP)
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