Dinheiro que caiu do céu

As vantagens materiais da corrupçãoSílvio Pereira, ex-secretário geral do PT e homem de confiança do ex-ministro José Dirceu, ganhou um “mimo” de R$ 73,5 mil (um carro da marca Land Rover) que recebeu de presente de César Oliveira, vice-presidente da empreiteira baiana GDK que, “coincidentemente”, faturou várias licitações da Petrobras, entre 2002 e 2005, que renderam nada menos do que R$ 929 milhões. Em depoimento prestado no dia 8 de julho na Polícia Federal, o petista disse que é dirigente profissional do partido e que recebe cerca de R$ 9 mil por mês. Silvinho, entretanto, tem como patrimônio um apartamento, onde mora em São Paulo, no valor de R$ 180 mil, e uma casa em Ilhabela (SP), que vale R$ 400 mil.

Fabio Luiz é um dos filhos de Lula que, de repente, se tornou um homem de sucesso no mundo dos negócios. Sua empresa, logo após ser formada, recebeu um aporte de capitais da ordem de R$ 5,2 milhões da Telemar, maior empresa de telefonia do país. Os maiores acionistas dessa empresa são os fundos de pensão das estatais (como Previ, Petros) controlados por Luiz Gushiken. Outro filho de Lula usou, ao longo de 2003, um cartão de crédito da empresa DNA, de Marcos Valério.

Luiz Gushiken assumiu o cargo de secretário de Comunicação da Presidência em 2003. Naquele ano, sua empresa de consultoria faturou nada menos que R$ 1,5 milhão. No ano anterior, a Gushiken & Associados havia arrecadado cerca de 10% desse valor, tendo um faturamento de R$ 151 mil.

Em 2004, a empresa faturou quase R$ 2 milhões. Até maio de 2005, a empresa já havia embolsado R$ 969 mil. O espantoso crescimento dá-se essencialmente entre os fundos de Previdência complementar ligados às estatais, cujos diretores são petistas ou nomeados diretamente por Gushiken.
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