Devastação bate recorde na Amazônia, e ministro manda prender bois

Mais um recorde trágico da devastação amazônica foi registrado sob o governo Lula. Dados do sistema de Detecção em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), divulgados no último dia 3, revelam que, entre agosto de 2007 e abril de 2008, foram devastados 5.850 quilômetros quadrados de florestas. A área corresponde a quase quatro vezes o tamanho da cidade de São Paulo. Além disso, o número é superior à última medição realizada pelo Deter que detectou 4.974 quilômetros quadrados de devastação entre agosto de 2006 e julho de 2007.

Só em abril, foram desmatados 1.123 quilômetros quadrados da chamada Amazônia Legal. Outro recorde da destruição que corresponde a uma aérea superior à da cidade do Rio de Janeiro. Para variar, o estado que encabeça a devastação é o Mato Grosso, do governador Blairo Maggi, famoso por minimizar a destruição ecológica, enquanto maximiza seus lucros como produtor de soja.

Os dados mostram com clareza o que está em curso: uma monstruosa devastação ambiental da floresta amazônica. O Inpe afirma que dos cerca de 4 milhões de quilômetros quadrados de floresta amazônica, cerca de 700 mil já foram desmatados.

O mais aterrador, porém, é que a destruição pode ser bem maior do que a divulgada. Organizações ambientalistas como o Greenpeace alertam para a falta de precisão do sistema de medição. Segundo a organização, o Deter não foi concebido para medir a área desmatada, mas para alertar as autoridades sobre os focos de destruição da floresta. Em alguns estados, a medição foi afetada pela cobertura de nuvens. Pará e Amapá, por exemplo, tiveram 89% e 94% de cobertura de nuvens, respectivamente.

Os ambientalistas afirmam que o Programa de Cálculo do Desflorestamento da Amazônia (Prodes) possui muito mais precisão, pois utiliza imagens de satélites com alta resolução obtidas nos períodos em que há menos nuvens na região amazônica.

Minc: conversa mole para boi dormir
A causa da devastação é a expansão do agronegócio na região, o aumento da exploração de minérios, como ferro-gusa, e a mais completa impunidade as ocupações irregulares de terras e obras ilegais que não tiveram licença.

Por outro lado, o aumento do preço da soja e da carne bovina no mercado internacional, faz com que o Mato Grosso seja novamente o campeão do desmatamento da Amazônia no período entre 2007 e 2008.

Essa é a conta da destruição, cujos responsáveis são o governo Lula e seus “heróis” do agronegócio, encarnados na figura de Maggi.

Enquanto isso, o novo ministro Carlos Minc, que substituiu Marina Silva, mostra que sua verdadeira função é de provocar gargalhadas. Contra a devastação da Amazônia, Minc disse que vai mandar prender os bois que pastam em áreas embargadas pela justiça. Quer dizer, o infeliz ministro criminaliza as criaturas bovinas e nada diz sobre os humanos que transformam a floresta em pasto e carvão com auxílio de generosos créditos públicos.

A verdade é que o governo não quer mover uma palha para impedir a devastação e a Amazônia pode ser riscada do mapa sob as lentes dos seus satélites.