Denúncias derrubam presidente da Casa da Moeda

O presidente da Casa da Moeda, Manoel Severino dos Santos, após ser citado nas denúncias do mensalão, foi mais um que colocou o cargo à disposição, nesta quarta, 3 de agosto. Manoel foi citado como um dos recebedores de saques milionários das empresas do publicitário Marcos Valério. Ele teria sido o destinatário de quatro saques que somam R$ 2,6 milhões.

O nome do presidente da Casa da Moeda aparece na lista entregue por Simone Vasconcelos à Polícia Federal, em seu depoimento no dia 1º de agosto. Os saques de Manoel Severino teriam ocorrido entre agosto de 2003 e julho de 2004. Severino participou do governo petista de Benedita da Silva, no Rio de Janeiro e, depois, foi indicado por Marcelo Sereno, um dos que já caíram com as denúncias, para a Casa da Moeda. Há grandes chances de que os R$ 2,7 milhões tenham sido usados para financiar as campanhas do PT e de aliados no Estado do Rio, como as dos prefeitos eleitos Lindberg Farias, em Nova Iguaçu, e Godofredo Pinto, em Niterói.

A renúncia de Manoel Severino é mais uma das cabeças que estão sendo cortadas conforme surgem denúncias de corrupção. Nomes importantes como José Dirceu, Luiz Gushiken, José Genoíno, Delúbio Soares, Silvio Pereira, Valdemar Costa Neto, entre tantos outros, já perderam também seus cargos por conta das investigações. O ex-diretor de marketing do Banco do Brasil também renunciou ao seu cargo em 14 de julho por ter sido um dos beneficiados dos saques suspeitos nas contas das empresas de Valério.

Todas as renúncias praticamente assinam as confissões pelos crimes investigados e mostram que muito mais ainda está por vir. Além das cabeças que já rolaram, novos cargos podem ter seus ocupantes decepados no próximo período. No mesmo dia 3, A Câmara recebeu pedidos de cassação de 19 deputados de 5 partidos. Isso porque os acordos ensaiados entre os partidos para que um não pedisse a cassação do outro parece que não funcionaram.

E, enquanto a lama se alastra, o presidente Lula finge que não é presidente, que não existe crise, finge que está em campanha eleitoral, viajando pelo país, fazendo discursos empolgados e otimistas, abraçando crianças e operários, comendo arroz com feijão. Finge não ver a lama em que se afoga, finge não ver os protestos e a indignação da população. Dia 17 será o momento de jogar isso na cara do governo e do Congresso!