CSP-Conlutas e demais centrais levam apoio à luta dos metalúrgicos da Volkswagen (PR) em greve

Os trabalhadores da Volkswagen, em São José dos Pinhais (PR), em greve há mais de 33 dias, realizaram nesta segunda, dia 6, uma assembleia ato na porta da fábrica, no qual decidiram pela continuidade da greve.

A CSP-Conlutas foi representada na assembleia pelo membro da Secretaria Executiva, Luiz Carlos Prates (Mancha), secretário geral do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, que levou solidariedade à greve dos metalúrgicos com o intuito de fortalecer ainda mais a mobilização desses trabalhadores em luta por uma melhor PLR (Participação nos Lucros).

Estiveram presentes além da nossa Central, o presidente da Força Nacional e deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força; o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes, Miguel Torres; o presidente da Federação dos Metalúrgicos de São Paulo, Cláudio Magrão; o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté (SP), Isaac do Carmo; o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano do Sul (SP), Aparecido Inácio da Silva (Cidão); o presidente do Sindicato de São Carlos (SP).

Nesta terça-feira ocorre nova negociação do Sindicato dos Metalúrgicos de Curitiba com a empresa.

Os metalúrgicos reivindicam uma PLR no valor de R$ 12 mil, com pagamento da 1º parcela no valor mínimo de R$ 6 mil. A empresa tem se mantido intransigente, alega que as propostas apresentadas pela categoria são exageradas e está em queda de braço com o Sindicato que representa dos trabalhadores.

Segundo informações de Mancha, se não houver uma resposta satisfatória e a greve continuar, metalúrgicos de todo país irão deflagrar um grande movimento de solidariedade à greve dos metalúrgicos de São José dos Pinhais.

“As montadoras estão batendo recordes de produção de carros nos últimos anos mesmo durante a crise econômica quando o governo fez uma série de concessões fiscais. Portanto, a reivindicação dos operários da Volks é justa e legítima. Nesta queda de braço estamos unidos e firmes para impedir que se abra um período de ataques aos direitos e reivindicações dos trabalhadores sejam eles PLR, salários, emprego ou qualquer outro direito conquistado”, finalizou Mancha.

Confira o áudio da entrevista com o Mancha, dada ao Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos:

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