CSN: sindicato denuncia que empresa mantém trabalhadores presos

Greve já dura 4 diasA empresa está utilizando métodos nefastos para desrespeitar o direito legal de greve dos trabalhadores. “A CSN está mantendo trabalhadores em cárcere privado no interior da mina desde o início da greve, funcionários estão se acidentando e ficando doentes por serem obrigados a trabalhar mais de 24H seguidas, esse é o método da empresa para tentar enfraquecer nosso movimento pacífico e legítimo” explica Valério Vieira, presidente do sindicato.

Além disso, a empresa contratou “bate-paus” e “capangas” como seguranças armados para aterrorizar os trabalhadores por meio da violência durante a greve, impedindo que o sindicato possa ter acesso aos poucos trabalhadores que, assediados moralmente, vão ao trabalho. O sindicato já informou à Delegacia Regional do Trabalho sobre todas essas irregularidades e está tomando as devidas providências.

A greve dos trabalhadores da Mina Casa de Pedra, em Congonhas (MG), está no seu 4°dia. Os cerca de 2.500 operários continuam de braços cruzados, de tal modo que 80% da produção da empresa está comprometida.

Sindicato apresenta contraproposta
O sindicato Metabase Inconfidentes com o objetivo de pôr fim ao impasse apresentou à empresa uma contraproposta, em que exige: 10% de reajuste salarial, R$ 300 de Cartão Alimentação, abono, pagamento dos dias parados e estabilidade de 180 dias aos funcionários, entre outros pontos.

A empresa se comprometeu em avaliar a contraproposta do sindicato. Os trabalhadores em greve esperam que a CSN deixe a intransigência de lado e atenda às reivindicações dos trabalhadores.

Se a proposta não melhorar, a greve continua
Os trabalhadores vão manter a greve caso não haja avanço nas negociações. “Não vamos aceitar em nenhuma hipótese a proposta já recusada, a greve continua, vamos utilizar todos os meios possíveis para garantir a paralisação. A população da cidade, a igreja, os vereadores, enfim, todos estão do nosso lado. Se a CSN mantenha a intransigência, vamos responder com a radicalização do movimento” afirma Valério Vieira, presidente do sindicato.