Coordenador da ocupação “17 de dezembro” e do Luta Popular Sergipe é alvo de ameaças

Depois do trágico assassinato da liderança do SOS Emprego de Sergipe Clodoaldo Santos, o Barriga, no dia 14 de dezembro, no último final de semana, outro ativista sofreu ameaças contra sua vida.

O integrante do Movimento Luta Popular Adagilson, que é coordenador da ocupação 17 de Dezembro, no Bairro Santa Maria, sofreu uma ameaça no último sábado (23) de um policial da Força Nacional. Abordado num posto de gasolina, foi acusado arbitrariamente de estar praticando roubos na região. Além de ameaçar apreender o carro, o policial disse “se eu encontrar você por aí, vou apreender seu carro e você vai ver o que vai acontecer com você”.

Além desse fato, dois carros também têm sido vistos rondando a ocupação, que recentemente foi alvo de uma ordem de reintegração de posse, mas que acabou sendo suspensa após mobilização dos moradores.

Antes de Barriga ser executado, também foram vistos carros, um de cor prata e outro preto, rondando sua casa. Há relatos de lideranças de outras ocupações, como a Terra Prometida, também sobre carros rondando e vigiando ativistas.

A ocupação 17 de Dezembro está localizada numa área da União, onde o governo do estado diz que pretende construir um conjunto habitacional. Após organizar a resistência e realizar manifestações, os moradores conseguiram negociar com o governo, que se comprometeu em garantir auxílio-moradia a todas as famílias e dar prioridade nas casas que eles prometeram construir no local.

Adagilson é mestre de obra desempregado, casado e tem quatro filhos. Assim como Barriga, e outros ativistas sociais, o companheiro está na luta pelo direito à moradia e por condições dignas de vida.

A CSP-Conlutas Sergipe faz a denúncia pública dessas ameaças, pois não podemos aceitar que mais um trabalhador e lutador social tenha a vida em risco. Basta de criminalização das lutas e morte de trabalhadores!

Exigimos das autoridades responsáveis que o caso de Barriga seja solucionado urgentemente, com a prisão e punição dos assassinos e mandantes, bem como sejam investigadas as ameaças e tentativas de intimidação ao companheiro Adagilson.

Com informações CSP-Conlutas Sergipe

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