Contra o governo neoliberal, unir as lutas num congresso nacional

No dia 13 de setembro ocorreu na UERJ (cuja reitoria encontra-se ocupada pelos estudantes) uma reunião nacional de entidades estudantis convocada pelo DCE da UFRJ para debater a construção de um congresso nacional de estudantes. Estiveram presentes 119 estudantes e 59 entidades estudantis.

Unir e fortalecer as lutas
Estudantes de dezenas de universidades e escolas falaram da força das mobilizações e do novo movimento estudantil forjado nas lutas. Para os presentes ficou clara a necessidade de avançar na unificação e no fortalecimento dessas mobilizações. Todas as lutas expressam o mesmo enfrentamento com o modelo neoliberal para a educação e representam a continuidade da ocupação da reitoria da USP e demais ocupações.
A reunião recomendou às entidades que discutam na base a construção da jornada de lutas que está sendo impulsionada pela Conlutas, pela Intersindical e, em alguns estados, pelo MST. Ela irá ocorrer na semana do dia 12 de outubro e será uma grande oportunidade para o movimento estudantil se somar à luta dos trabalhadores, levantando as bandeiras contra a reforma universitária e o Reuni.

A reunião também debateu a necessidade de avançar na organização do boicote ao Enade. Foram aprovadas a incorporação na campanha de boicote e a construção da campanha entre os estudantes. No final da reunião foram distribuídos os materiais da campanha.

Construir um congresso nacional nas bases
Na discussão sobre o congresso, foi lembrada a importância de organizá-lo junto aos estudantes e entidades de base. “O movimento estudantil de luta precisa de um congresso que unifique suas lutas. Precisamos de um congresso construído pelas bases. Essa necessidade está colocada e teremos o desafio de transformá-la em realidade”, afirmou Camila Lisboa, da Conlute.

Várias entidades já estão se organizando para realizar reuniões estaduais, municipais ou por universidade. Esses encontros devem ampliar para centenas de ativistas e entidades os debates da reunião nacional, discutindo as lutas de cada universidade, a jornada latino-americana e o boicote ao Enade. A conclusão desse debate naturalmente terminará na discussão do congresso e da construção de um instrumento de luta alternativo à UNE.

Esse é o desafio colocado. Reunir os ativistas de todo o país para discutir a continuidade das lutas e a construção do congresso para, a partir daí, organizarmos plenárias e encontros estaduais. Só assim poderemos ter um congresso que fortaleça as lutas e crie um instrumento nacional de luta alternativo à UNE.
Post author Emiliano Soto, da secretaria nacional de juventude
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