Conheça as candidaturas de oposição de esquerda ao governo

O PSTU irá lançar candidaturas em vários municípios. Todas voltadas a impulsionar as lutas contra as administrações burguesas que vêm aplicando a cartilha neoliberal, tirando dinheiro da saúde e educação públicas, saneamento básico e moradia ao se submeterem a Lei de Responsabilidade Fiscal, que obriga a reversão das verbas para investimento público em verbas para garantir o pagamento das dívidas. Nossas candidaturas estarão a serviço da denúncia da brutal repressão que vem sofrendo os movimentos sociais, como os sem-teto. Também serão um instrumento de denúncia da política econômica do governo Lula, que arrocha salários, paga a dívida externa e negocia a Área de Livre Comércio das Américas (Alca). Os partidos que compõem o atual governo, como PT e PCdoB, defendem as medidas adotadas contra os trabalhadores, como a reforma da Previdência e o arrocho do salário mínimo. Achamos que as transformações não podem ser realizadas a partir das eleições mas, sim, através da mobilização dos trabalhadores. Por isso, o PSTU denunciará a democracia dos ricos e colocará sua campanha a serviço da luta.

  • São José dos Campos (SP)
    Uma candidatura operária e socialista

    Luiz Carlos Prates, o Mancha mudou-se em 1982 para São Paulo, onde permaneceu até 1987, participando da Oposição Metalúrgica. Em 1987, ingressou na General Motors de São José dos Campos e, como cipeiro, participou da vitoriosa greve de 1989. Em 1990, a esquerda cutista ganhou as eleições do Sindicato e Mancha entrou para a direção. Em 1999, foi eleito presidente e reeleito em 2002. O Sindicato dos Metalúrgicos tornou-se uma referência nacional na luta contra a flexibilização de direitos, contra o banco de horas (quando a Articulação Sindical já o vinha aceitando no ABC), e em defesa dos salários.

  • Recife (PE)
    Uma candidata feminista e socialista

    Katia Telles é servidora da Universidade Federal de Pernambuco e fundadora do Sindicato dos Trabalhadores das Universidades Federais de Pernambuco (Sintufepe). Na última eleição, foi candidata a senadora pelo PSTU, sendo a única mulher, concorrendo a este cargo. Hoje, pré-candidata à Prefeitura do Recife, apresenta-se como a única alternativa para a classe trabalhadora no combate à burguesia e às políticas implementadas por João Paulo (PT), atual prefeito, que ataca duramente os servidores e criminaliza e desemprega dezenas de trabalhadores dos transportes alternativos, os kombeiros. A candidatura de Kátia buscará dar apoio à organização das mulheres, dos trabalhadores e da juventude, potencializando suas lutas.

  • Belém (PA)
    Por uma Prefeitura dos trabalhadores

    Atenágoras Lopes, trabalhador da construção civil desde 1990, rompeu em 1996 com o PT e ingressou no PSTU. Foi membro da direção estadual da CUT, de 2000 a 2003, candidato a vereador em 2000 e a deputado estadual, em 2002, pelo PSTU. Em 2003, foi eleito presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil. Atuou em várias lutas da categoria, com destaque para a ocupação de 16 dias em uma obra da Caixa Econômica Federal, que teve como desfecho uma grande vitória dos trabalhadores. Hoje, é membro do Fórum Estadual de Lutas.

  • Rio de Janeiro (RJ)
    Um lutador para a Prefeitura

    Cyro Garcia é funcionário do Banco do Brasil e professor universitário. Foi um dos fundadores do PT e da CUT, sendo presidente do Sindicato dos Bancários do Rio entre 1988 e 1991 e deputado federal. Atualmente é diretor do Sindicato, participando ativamente das lutas da categoria bancária, como a campanha salarial de 2003. Cyro é uma voz de luta contra o prefeito César Maia, que governa para os ricos e chegou a dizer que vai “jogar creolina nos pobres”. As candidaturas de Jorge Bittar (PT) e Jandira Feghali (PCdoB) vão defender o governo Lula. Por isso o PSTU apresenta uma alternativa de oposição e de esquerda, sem rabo preso com o governo e com os patrões.

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