Companheira Sandra: presente!

Sandra Fernandes em atividade do movimento

Nesse dia 17 de fevereiro faz um ano que a militante do PSTU e ativista do Movimento Mulheres em Luta, Sandra Fernandes, foi assassinada junto a seu filho

Prévia carnavalesca, muita música e animação. Esse período traz alegria para muitas pessoas. Em Olinda (PE), nem se fala. É considerada a capital do carnaval pernambucano. Mas, no ano passado, a história foi diferente. Após um dia de muita diversão num bloco de carnaval de Olinda, na madrugada de 17 de fevereiro, a professora Sandra Fernandes foi cruelmente assassinada em casa pelo seu namorado. E não foi apenas ela. Seu filho de dez anos também. O motivo alegado foi ciúmes. Marcos Aurélio, o assassino, foi encontrado na casa dos pais dormindo na manhã seguinte. Ele foi preso em flagrante.

Sandra era diretora do Sindicato dos Profissionais de Ensino de Recife. Militante do PSTU e do Movimento Mulheres em Luta, ela foi vítima daquilo que tanto combatia. Essa guerreira deixou muitas saudades, mas também grandes ensinamentos: é preciso fortalecer a luta por uma sociedade livre de toda forma de opressão e exploração.

São muitas as vítimas da violência machista. Em Pernambuco, a cada dia, cerca de uma mulher perde a vida. O estado está na 10ª posição no ranking nacional de violência contra a mulher. É desse jeito que o governo do PSB vem tratando essa cruel realidade. O que não se diferencia muito da prática do governo federal que, apesar de ter uma mulher na presidência, destina R$ 0,26 por mulher para o combate à violência.

Todos os dias, as mulheres são massacradas de alguma forma. Seja com o assédio nos locais de trabalho, no transporte público, seja transformando seus corpos em mercadoria nas propagandas, seja com a violência doméstica. Por isso, a organização de mulheres e homens no combate ao machismo deve ser permanente. E a luta contra a impunidade também. No caso de Sandra, o assassino permanece preso.

No carnaval e nas lutas, #SomosTodasSandra
Sandra era conhecida por sua irreverência e alegria. Com seus cabelos vermelhos, era luta e paixão. Por isso, em homenagem à companheira, a militância do PSTU em Pernambuco decidiu mudar o nome do bloco carnavalesco do partido para “Cabelo de fogo”. O bloco saiu em 17 de fevereiro, dia em que se completa um ano de sua morte.