CLMP aprova integração à Conlutas

Campanhas em defesa da ocupação do Pinheirinho e pela liberdade dos presos de Caleta Olivia também foram aprovadasEncontro da Coordenação de Luta dos Movimentos Populares
Sexta, 28 de janeiro de 2005, 09h
Local: Instituto de Educação Flores da Cunha

Contando com a participação de dezenas de entidades populares — como os Movimentos Urbanos dos Sem-Teto de São José dos Campos (SP) e Recife (PE), o Movimento Popular Alvorada (RS) e o Sindicato das Entidades Culturais de Sergipe — o Encontro Nacional da Coordenação de Lutas dos Movimentos Populares (CLMP) iniciou com um debate reunindo representantes de organizações populares de vários países da América Latina.

O Brasil foi representado pelo companheiro Cabral, dirigente do Movimento Urbano dos Sem-Teto (MUST), de São José dos Campos, que está à frente da ocupação do Pinheirinho, que hoje conta com 1.115 famílias, abrigando mais de 7 mil pessoas.
Cabral falou sobre a história da resistência do Pinheirinho, ressaltando a necessidade da criação da Conlutas para garantir a vitória de ocupações, principalmente diante da paralisia das organizações populares que hoje se alinham com o governo.

Na parte da tarde, o debate foi sobre a criminalização dos movimentos sociais, com a participação do sociólogo norte-americano James Petras.

Resoluções
O encontro aprovou a integração à Conlutas, propondo assim a formação de uma entidade que represente não só os trabalhadores ligados aos sindicatos, mas também outros setores da população.

Foram aprovadas outras resoluções, como uma campanha pela libertação dos presos políticos de Caleta Olivia, na Argentina, e a construção de uma jornada de lutas contra as reformas de Lula. Sobre a organização da Coordenação, o encontro aprovou uma aproximação com setores do movimento negro e do hip-hop, visto que a imensa maioria dos ativistas do movimento popular, além da exploração capitalista, é alvo de racismo.

A defesa da ocupação do Pinheirinho, em São José dos Campos (SP), será tema de uma campanha específica. A ocupação é alvo da tentativa de reintegração por parte do proprietário, o mega especulador Naji Nahas, que tem o apoio do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB).

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