Chapa apoiada pela Conlute tem importante vitória no DCE da UFMG

Após dois dias de eleições, a chapa “DCE é pra lutar“, formada por membros da Conlute, militantes do PSTU e independentes, venceu o pleito para a diretoria do DCE da UFMG. O resultado foi divulgado nessa quinta, 02/06, e só vem comprovar o quanto os estudantes repudiam as gestões pelegas ligadas à UNE e desejam lutar contra os ataques que a universidade pública vem sofrendo.

As eleições aconteceram nos dias 31/05 e 1º/06, numa campanha corrida, anunciada às pressas justamente para impedir o debate entre os estudantes. Além da chapa “DCE é pra lutar“, concorreram as chapas “Rejeição“, formada por independentes e sem discurso político algum, e a chapa “Audácia“, composta por militantes do P-SOL e diretores da antiga gestão.

A chapa vencedora, que recebeu 1.465 votos (44,85% do total), demonstrou enorme disposição de luta e reune os estudantes que estiveram à frente das principais lutas do último período: plebiscito contra a reforma universitária, luta contra o aumento das passagens em BH e pela redução dos preços do bandejão da UFMG.

Durante duas semanas, seus integrantes passaram de sala em sala levando as proposta de luta: contra a reforma Universitária, as fundações privadas e a cobrança de taxas, por uma assistência estudantil subsidiada pelo governo e por um DCE mais democrático e próximo aos problemas dos estudantes.

A UFMG está entre as universidades brasileiras em estado mais avançado de privatização. A assistência estudantil é administrada por uma fundação de caráter privado, o bandejão é um dos mais caros do país, uma taxa obrigatória de R$ 180 é cobrada dos alunos, diversas fundações de caráter privado controlam e cobram por serviços prestados aos alunos e à sociedade. A atual Reitoria apoia a Reforma Universitária e não reage à política de privatização e sucateamento implementada por mais um governo neoliberal.

Para completar o cenário de abandono e paralisia, a última gestão do DCE foi marcada pelo imobilismo, distanciamento dos estudantes e não-enfrentamento com a reitoria. Por tudo isso, o resultado dessas eleições é mais um sinal de que os estudantes não vão aceitar calados a traição da UNE e os golpes desferidos contra a universidade pública pelo governo Lula. Mais uma conquista do movimento estudantil e da luta nacional contra a reforma Universitária.

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