Cartilha do FMI transforma “estabilidade” em crise econômica

Governo alardeou uma “estabilidade” econômica que começa a ruir. Períodos de crise começam a vir, em conseqüência dos planos do FMI.O governo Lula sempre exibiu a vitória da “estabilidade” econômica do país. Em programas de TV e em declarações de sua equipe, a “seriedade” e os “acertos” da gestão garantiram a superação da instabilidade do final de 2002. O “risco-país” diminuiu, o dólar caiu e os índices da Bolsa de Valores subiram. O desemprego aumentou? Os salários estão arrochados? Não importa, porque foi conquistada a tão importante “estabilidade”.

O governo Lula fez muito bem a “lição de casa”, determinada pelo FMI. O superávit primário foi recorde no primeiro trimestre deste ano: R$ 22,83 bilhões, superior aos R$ 15,4 bilhões acordados com o FMI; já o salário mínimo teve um aumento de R$ 4 e os juros mantiveram-se altíssimos: 16,5% ao ano.

Mesmo fazendo tudo isso, nas últimas duas semanas, o “risco-país” que estava em 400 pontos no início do ano, atingiu 736 pontos na sexta, 14. O dólar ultrapassou a barreira dos R$ 3 e os índices da Bolsa caíram aos níveis de 2003. Apesar de ser um “bom garoto” do FMI, a estabilidade prometida e alardeada está se derretendo, assim como a popularidade do governo.

Mas por que isto está acontecendo? Afinal o que é o “risco-país”? O que é, e para que serve o alto superávit primário? Por que a taxa de juros é mantida tão alta? Existe alguma saída para a economia e à crise que se anuncia?

Post author Eduardo Almeida, da redação
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