Campanha internacional e mobilizações exigem punição aos crimes da Venezuela

Protestos em Maracay
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Orlando Chirino, coordenador da UNT, sistematizou as propostas que eram feitas pelos sindicalistas. A jornada começou nesta segunda-feira, 1º de dezembro, desde as 5h da manhã em todo o Estado de Aragua. Assembléias e paralisações de empresas, atos públicos, distribuição de panfletos, audiências com o governo de Aragua e ida à imprensa fazem parte das atividades.

Também estão programadas atividades para os estados de Cagua, Santa Cruz, Maracay, La Victoria e Tejerías. Na terça-feira, tem início a Jornada Regional de Protesto. A UNT faz um chamado aos ativistas para se colocarem nos portões das fábricas e conversarem com os trabalhadores, denunciando o ocorrido e ganhando operários para a campanha.

“Chamaremos a todos os sindicatos do país para que nos acompanhem, porque devemos ter clareza de que só derrotaremos as execuções se mobilizarmos a todos os trabalhadores em nível nacional e se contarmos com a solidariedade internacional. A dolorosa experiência do movimento sindical colombiano nos ensinou que necessitamos da maior unidade e da resposta contundente das massas para acabar com este flagelo”, disse Chirino.

Em Maracay e Valencia, a indignação levou os trabalhadores a tomar às ruas e fechar as vias de acesso entre os estados de Aragua e Carabobo. Os protestos se estenderam até a Vila de Cura e culminaram com o fechamento do comércio local.

O movimento solicitará, também, uma audiência com o presidente Chávez. O governo foi tocar no assunto somente nesta segunda-feira, no final da tarde. Isso demonstra o quanto o chavismo e o PSUV estão atados à burguesia venezuelana. No ato de posse do governador de Aragua e já com a campanha dos movimentos em curso, Chávez ordenou que seja investigado o crime.

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