Belo Horizonte realiza novo ato em apoio ao Pinheirinho

Protesto reuniu 250 no centro de BH

Nesta segunda, 30 de janeiro, Belo Horizonte realizou seu segundo ato em apoio aos moradores do Pinheirinho. Cerca de 250 trabalhadores e jovens se reuniram na Praça Sete, no centro de BH, para protestar contra o massacre promovido pelo governo e pela PM de São Paulo, juntamente com o prefeito de São José dos Campos, Eduardo Cury (PSDB).

O ato contou com a presença de dezenas de entidades e movimentos sociais, como as ocupações urbanas Camilo Torres, Irmã Dorothy, Zilá Espósito e Dandara; sindicatos e centrais sindicais, como CSP-Conlutas e Intersindical; partidos políticos como PSTU, Psol, PCR; e personalidades ligadas à Igreja e aos direitos humanos, como Frei Gilvander e Bizoca.

Na Praça Sete, os manifestantes denunciaram a situação dos moradores do Pinheirinho em São José, que estão abandonados nas ruas ou em abrigos da prefeitura, que são verdadeiros campos de concentração, já que ninguém pode entrar nem sair sob pena de ser agredido pela polícia. Além da situação dos “abrigos”, os manifestantes denunciaram também a destruição das casas feita pela empresa Selecta, sem se importar com os móveis e pertences dos moradores, que foram roubados ou destruídos com as casas. Os manifestantes também aproveitaram a oportunidade para convocar uma “Caravana Mineira ao Pinheirinho”, para participar do ato nacional que acontecerá nesta quinta em São José dos Campos.

Depois os manifestantes seguiram em passeata até a prefeitura, onde denunciaram a intenção do Prefeito Márcio Lacerda (PSB) e do Governador Antônio Anastásia (PSDB) de seguir o modelo de São José e despejar as famílias das ocupações urbanas de BH. “Não vamos aceitar que este mesmo modelo seja implementado aqui em Minas Gerais. Estamos prontos para resistir e a história com a gente vai ser diferente”, afirmaram as lideranças das ocupações.

O ato seguiu então até o Tribunal de Justiça de Minas Gerais, onde vários oradores denunciaram o papel cumprido pela Justiça no massacre do Pinheirinho, já que a Juíza Márcia Loureiro foi a responsável por conceder a liminar que ordenava a reintegração de posse e a conseqüente violência contra os moradores.

Para encerrar, os manifestantes atiraram balões de tinta vermelha no TJ, mostrando que a justiça está manchada de sangue e queimaram a bandeira do PSDB e um boneco de Geraldo Alckmin/Anastasia, responsabilizando o PSDB pela repressão feita em SP, tanto no pinheirinho, quanto contra os usuários de crack e contra os estudantes da USP.

A Caravana Mineira ao Pinheirinho sairá nesta quarta-feira, às 22:30h da Praça da Estação. Os interessados deverão entrar em contato com a CSP-Conlutas pelo fone 3201-0736.

Acesso o blog do PSTU-MG