Ato público pelo “Fora Yeda!” agita Gravataí (RS)

Mais de 800 marcham no centro de Gravataí
22º Núcleo do CPers-Sindicato

O Núcleo do CPers-Sindicato de Gravataí, cidade da região metropolitana de Porto Alegre, organizou uma grande manifestação pelo “Fora Yeda!”. O CPers é o sindicato que organiza os trabalhadores em educação do Rio Grande do Sul.

O protesto foi realizado junto com os militantes da Conlutas e do PSTU e contou com a participação expressiva da categoria de trabalhadores em educação, além de estudantes e da comunidade em geral. Foram mais de dez escolas mobilizadas, totalizando cerca de 800 manifestantes.

Parte de uma sequência de outros grandes atos pelo “Fora Yeda!” em todo o estado, protagonizados pelo movimento estudantil e servidores públicos estaduais, o protesto em Gravataí serviu para difundir e fortalecer essa luta. Partindo da praça central de Gravataí e seguindo pelas principais ruas da cidade, os manifestantes cantaram palavras-de-ordem que denunciavam todo o governo Yeda e seus ataques aos trabalhadores gaúchos, além de exigir a imediata saída da governadora e de toda a quadrilha que compõe seu governo.

“A luta Pelo ‘Fora Yeda´ não deve se restringir apenas à governadora, mas deve abarcar a totalidade do governo Yeda. Por isso, além de exigir que ela saia, exigimos que sejam realizadas novas eleições. Somente com muita mobilização podemos derrotar este governo”, ressaltou o professor Manoel Fernandes, diretor do Núcleo.

Na caminhada em direção à 28° Coordenadoria Regional de Educação (CRE), era visível a simpatia da população, que repetia as palavras-de-ordem e aplaudia a marcha. No ato, também estavam presentes alguns trabalhadores da GM de Gravataí, que prestaram sua solidariedade aos trabalhadores da educação, defendendo a luta dos professores em defesa do seu plano de carreira ameaçado por Yeda. Eles também ressaltaram a importância da unidade dos trabalhadores na defesa de seus direitos, necessária tanto para derrotar o governo do Estado, quanto para lutar contra as demissões que afetam as fábricas por conta da crise econômica mundial.

Na frente da CRE, representantes de algumas escolas denunciaram a falta de professores, funcionários e de outros profissionais, além da estrutura precária a que estão sujeitos. Com toda certeza, o ato foi uma injeção de ânimo e vigor para todos aqueles e aquelas que levantam a bandeira do “Fora Yeda!”.

*Orlando Marcelino é membro da diretoria geral do CPers-Sindicato e militante do PSTU