Ato público exige contratação dos aprovados em concurso da Secretaria de Educação

Professores exigem nomeação
PSTU Brasília

“Ô Agnelo não vá arrudear, contratação já!”A Secretaria de Educação do governo do Distrito Federal publicou em seu site oficial a lista de convocação de 1.545 aprovados no concurso para professor da rede pública de ensino. Algumas horas depois, retirou a convocação do ar e cancelou as nomeações.

A Secretaria de Educação publicou o edital e a Secretaria de Fazenda do DF deu orientação contrária em função de falta de verbas no orçamento. O que está por trás dessa lamentável atitude é a demonstração de que a educação pública de qualidade não é prioridade para o governo.

Existe uma carência enorme de professores na rede pública. Ao mesmo tempo que cancela a contratação de 1.500 concursados, o governo realiza concurso para contratar 6,5 mil professores temporários. Na prática, quer ampliar a contratação de temporários por ser uma mão-de-obra mais barata, uma vez que os temporários não têm todos os direitos dos professores efetivos. Trata-se de uma precarização do trabalho docente.

Nesta segunda-feira, 24, os concursados deram a sua resposta. Cerca de 350 professores realizaram um ato público em frente ao Palácio do Buriti (sede do Governo do DF). A mobilização dos professores foi a resposta ao descaso do governo. O movimento criou uma comissão dos concursados, que organizou a mobilização e que tem pressionado as entidades a se mexerem, principalmente o Sinpro-DF e o Sinproep. A manifestação chegou a fechar o Eixo Monumental durante alguns minutos, liberando depois algumas faixas da pista.

Durante o ato, o sindicato dificultava o acesso dos professores concursados ao microfone e em nenhum momento incentivava a mobilização. Preferiam colocar músicas em alto volume enquanto o governo dava um “chá de cadeira” para esvaziar o movimento.

O governo, por sua vez, queria apenas receber os dirigentes sindicais, se recusava a receber qualquer membro da comissão dos aprovados. Ou seja, o governo não aceita comissões de base independentes, que podem escapar do controle. Quer desmoralizar essas comissões e negociar apenas com quem ele sabe que pode contar para conter as lutas.

Depois de certo tempo, o governo cedeu e aceitou a participação de uma pequena representação de três professores concursados. Como resultado da mobilização, o governo se comprometeu a apresentar na segunda-feira, 31, um cronograma de contratações. Mas não definiu quantos nem em que data.

Mobilização seguirá em frente
Não foi dada ainda nenhuma garantia de que serão convocados os 1.545 aprovados no concurso. Por isso, é preciso seguir lutando e exigindo do governador Agnelo Queiroz que não “arrudeie” e que contrate imediatamente os aprovados.

Está marcado um novo ato para segunda-feira dia 31, para receber a resposta do governo. Os professores concursados devem ser nomeados: é um direito e uma necessidade para a escola pública.

Chega desse jogo de faz-de-conta que se chama os aprovados! É uma falta de incentivo à carreira do magistério. É vergonhosa a falta de respeito do governo Agnelo com os professores. Nós do PSTU exigimos a nomeação já dos professores aprovados no concurso de 2010, e chamamos todas e todos a apoiar esta reivindicação.

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