Ato público em Fortaleza leva solidariedade à greve do peão e protesta contra as demissões no PAC

Protesto reúne mais de 2 mil pessoas; trabalhadores aprovam continuidade da greve após o atoA greve dos trabalhadores da Construção Civil de Fortaleza foi marcada nesse dia 27 por um grande ato de solidariedade à luta dos operários. Mais de 2000 trabalhadores foram mobilizados para Praça Portugal, no bairro da Aldeota, onde ocorrem as assembleias da categoria. Estiveram presentes sindicatos filiados à CSP-Conlutas e outras centrais. Dezenas de moções de apoio foram enviadas de sindicatos de todo o Brasil.

Atnágoras Lopes, dirigente nacional da CSP-Conlutas, chamou atenção para a luta dos trabalhadores da construção civil que acontece nesse momento no país. Para Atnágoras, “a luta aqui é a mesma de Jirau, Pecém e Suape. Só a nossa mobilização pode garantir conquistas”. Zé Maria, presidente nacional do PSTU, falou em nome do partido e lembrou que “Dilma Rousseff completou 100 dias à frente do governo, mas até agora as atitudes dos seu governo levam para uma aumento da miséria para os trabalhadores e aumento dos ganhos dos empresários.”

VEJA REPORTAGEM DA VERDES MARES, COM ZÉ MARIA

Homenagem às mulheres operárias
Um dos pontos altos do ato foi a homenagem feita às mulheres operárias. Nos últimos anos, muitas mulheres têm sido contratadas na construção civil. Entretanto ainda é pouca a participação em assembléias e atos.

No intuito de avançar essa participação, o sindicato tem tentado trazer as mulheres para a greve. A chegada de uma delegação de companheiras levou a diretoria a fazer uma homenagem às operárias. As companheiras foram convidadas a subir no carro de som e o diretor do sindicato, Gonçalvez, chamou a atenção de que “as mulheres merecem nosso respeito e são metade da classe trabalhadora. Sem elas nossa luta não pode avançar”.

Uma companheira da base representou as operárias e disse “estamos aqui para junto com os homens lutarmos por melhores salários”. Paula, da Secretaria de Mulheres do PSTU, encerrou a homenagem enfatizando que “infelizmente as mulheres trabalhadoras não podem confiar na prefeita Luizianne e na presidenta Dilma, apesar de serem mulheres não governam para os trabalhadores”.

Sem dúvida esse ato unitário fortaleceu o ânimo dos trabalhadores para seguir com a greve até a vitória.