Ato no Rio protesta contra novo leilão do petróleo

Uma ampla gama de sindicatos e organizações sociais e de esquerda convocam um grande ato para a próxima quinta-feira, dia 22 de novembro, contra a privatização e desnacionalização do petróleo e do gás no Brasil. Os ativistas protestam contra a 9ª Rodada de Leilão do Petróleo e Gás, marcada para ocorrer nos dias 27 e 28, no Rio.

“Precisamos ir às ruas, superando as pequenas divergências, nesse grave momento em que o governo brasileiro está a ponto de entregar as reservas de petróleo e gás do país às multinacionais”, afirma o comunicado conjunto divulgado pelas entidades. O protesto ocorre logo após a descoberta de um novo campo de petróleo, o Tupi, que pode aumentar as reservas do país em 50%. A concentração do ato ocorrerá a partir das 17 horas, na Candelária, de onde os manifestantes sairão em passeata.

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Panfletagens conjuntas convocando o ato ocorrerão até o dia 22, dia do ato. No dia 19, segunda, ocorre às 17 horas na Praça XV. Dia 21, quarta, acontece no Buraco do Leme, também às 17 horas. Na quinta, dia 22, será realizada às 12 horas na Cinelândia.

O ato está sendo convocado pelas seguintes entidades e partidos: Sindipetro-RJ, AEPET,CREA-RJ, MST, CUT, Conlutas,CNQ, Frente Nacional Petroleira,Sindipetro-SE/AL, ASPENE-SE/AL, CONCRECOMPERJ, Frente Internacionalista dos Sem Teto, SEPE-RJ, SINDJustiça, Fórum da Construção Naval, Assembléia Popular, FAAPERJ, FAMERJ, FAM-Rio, Marcha Mundial das Mulheres, PACS, Oposição Rodoviária de Niterói, TV Comunitária do Rio, ComunicAtivistas, Intersindical, Agência Petroleira de Notícias, Web Rádio Petroleira, PDT, PSTU, PCB, PSOL, Coordenação dos Movimentos Sociais.

PCdoB comanda desnacionalização
A privatização das reservas de gás e petróleo no Brasil está sendo diretamente comandado pelo PCdoB, através do diretor Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Haroldo Lima. O diretor está há quatro anos à frente da Agência. A polêmica gestão de Haroldo Lima é marcada pelo favorecimento às multinacionais, contra o monopólio da Petrobras sobre as reservas.

Recentemente, a comissão de Infra-Estrutura do Senado aprovou a continuidade de Haroldo Lima à frente da ANP por mais quatro anos, por 20 votos a 2.

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