Acusado de balear militante do PSTU é condenado

O ex-presidente do Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (SIMPA) César Jose Pedroso Pureza foi condenado a oito anos e dez meses de prisão em regime fechado, por formação de bando e quadrilha e tentativa de homicídio do militante do PSTU e candidato a presidente do Sindicato nas eleições de 2001, André Ângelo Behle.
Desde que César Pureza assumiu a presidência do SIMPA, em 1995, as eleições têm sido marcadas por fraudes, intimidações e agressões. Segundo o Promotor de Justiça Davi Medina da Silva, o Sindicato foi transformado em uma “grande família mafiosa”, onde parentes do ex-presidente foram empregados, oposições ameaçadas e nunca houve prestação de contas.

Em 1997, numa assembléia fraudada, Pureza promoveu uma alteração estatutária que tornava praticamente impossível uma chapa de oposição vencer as eleições. O estatuto foi anulado através de uma ação judicial, mas o processo foi furtado do Tribunal de Justiça e recentemente encontrado na casa de Pureza.
Em dezembro de 2001, um dia após inscrever a sua chapa de oposição, André foi atingido por três tiros, um deles no pescoço, ao ir ao trabalho por volta das seis horas da manhã. Felizmente sobreviveu.

Pureza foi preso em dezembro de 2002 em seu sítio. Com ele foram encontradas armas (inclusive a usada no crime), silenciadores, processos furtados da Justiça, urnas eleitorais, cédulas e cobras venenosas.

Desde o ataque ao companheiro André, foi realizada uma campanha pela condenação dos acusados que resultou em uma importante vitória: a condenação em primeira instância. Mas apesar dessa vitória a campanha continuará, pois da sentença cabe recurso e correm outros processos contra os réus, como porte ilegal de armas e ocultação de documento público.
Outros dois acusados de terem participado do crime irão ainda a julgamento.

Post author Alberto Albiero, de Porto Alegre (RS)
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