A vergonha chamada Boris Casoy

Áudio vazado revela caráter deste aliado da ditaduraÉ recorde de acessos no YouTube um vídeo em que o jornalista Boris Casoy, sem perceber que sua voz vazava durante um intervalo, humilha garis que apareceram na edição do Jornal da Band, de 31 de dezembro de 2009, desejando feliz ano novo aos brasileiros.

Casoy, ferrenho opositor dos movimentos sociais e direitista de carteirinha, fez o seguinte comentário, vindo de suas entranhas fascistas:

“Que merda… Dois lixeiros desejando felicidades do alto de suas vassouras… Dois lixeiros (risos). O mais baixo da escala do trabalho”.

No dia seguinte, 1º de janeiro, pressionado pela direção da emissora, Casoy leu uma nota em que pedia desculpas. A emenda ficou pior do que o soneto, já que a leitura do teleprompter (dispositivo por meio do qual os apresentadores leem as notícias) ocorreu da forma mais burocrática e cínica possível.

Em entrevista à Folha, porém, Casoy parece lamentar mais o vazamento de áudio do que sua frase.

Aliado da ditadura
O fato ocorrido com Boris Casoy não é isolado e pode servir de parâmetro para demonstrar o que pensam as cabeças dos que comandam os grandes veículos de comunicação, agentes da classe dominante e a serviço da perpetuação da exploração contra os trabalhadores.

Apesar de muitos terem se surpreendido com a atitude de Boris, esta figurinha nunca foi “flor que se cheire”. Sempre bateu de frente com os movimentos dos trabalhadores, é inimigo declarado do MST e participou de governos da ditadura.

Para se ter uma ideia, o dono do bordão “Isto é uma vergonha” é acusado de participar, quando era estudante do Mackenzie, em São Paulo, do Comando de Caça aos Comunistas (CCC), o grupo que promoveu inúmeros atos terroristas durante a ditadura militar.

Ainda de 1968, o direitista foi nomeado secretário de imprensa de Herbert Levy, então secretário de Agricultura do governo biônico de Abreu Sodré, em plena ditadura.

Também foi assessor do ministro da Agricultura do general Médici, na fase mais dura das torturas e mortes do regime militar.

Anos depois, Casoy foi para a Folha de São Paulo, jornal que mantinha uma relação simpática e próxima ao regime ditatorial.

Somente em 1988, Boris Casoy apareceu em rede nacional, no SBT, com seu TJ Brasil. No decorrer dos anos e com algumas trocas de tevês, sua fala arrogante e seu ódio de classe foram aumentando, até chegar ao episódio do último dia de 2009.

Que o terrível episódio da humilhação contra os garis desmascare definitivamente este parasita do capitalismo, travestido de paladino da ética e da moral.