A trajetória de luta de José Maria de Almeida

``ArquivoMetalúrgico, membro da Executiva nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e dirigente do PSTU desde a sua fundação, José Maria de Almeida, 43 anos, começou a atuar no movimento operário em Santo André (SP), na década de 70.

Em 1977, como operário do ABC, Zé Maria foi preso distribuindo um panfleto do 1º de maio, ficou 30 dias na cadeia, foi torturado e por sua libertação e de demais companheiros, eclodiram as primeiras passeatas contra a ditadura no Brasil.

Libertado, torna-se um dos membros do comando de greve dos metalúrgicos do ABC. Operário da Cofap em Santo André, é uma das lideranças das greves do ABC.

``EduardoPreso com Lula e mais 10 sindicalistas, quando da invasão do sindicato de são Bernardo pela ditadura, Zé Maria também foi enquadrado na lei de Segurança Nacional. Ainda em 78, é Zé Maria quem propõe no congresso estadual dos Metalúrgicos, realizado na cidade de Lins – interior de São Paulo – a fundação de um Partido dos Trabalhadores. Participa, assim, do congresso de fundação do PT e posteriormente da fundação da CUT.

``ZéEm 1984 muda-se para Minas Gerais e torna-se dirigente do Sindicato dos Metalúrgicos de BH e Contagem e fundador da Federação Democrática dos Metalúrgicos de Minas, filiada à CUT. Em 1988 dirige a greve com ocupação da Mannesman.

Em 1992 – junto com a Convergência Socialista – é expulso do PT por levar para as ruas a campanha pelo Fora Collor, campanha que, então, a maioria da direção do PT era frontalmente contrária, só vindo aderir à mesma depois do “Domingo Negro“, quando as massas já estavam espontaneamente nas ruas. Em 1994 funda o PSTU e hoje é seu presidente.

Como membro da Executiva Nacional da CUT esteve na coordenação de cada um dos grandes enfrentamentos contra o governo federal e sua política econômica, como na greve dos Petroleiros em 1995, na greve do funcionalismo e das Universidades em 1998, em apoio aos sem-terra, no enfrentamento e manifestações contra a privatização da Telebrás.

``ZéEm 1998 é candidato à presidência da República pelo PSTU. Em 1999, como membro da executiva da CUT participa ativamente da construção da marcha dos 100 mil a Brasília e é um dos coordenadores do Movimento Fora FHC e o FMI. Em 2000 e 2001 participa ativamente das principais greves e mobilizações contra o governo federal, o FMI e a patronal.

Em 2002 participa do Fórum Social Mundial e é um dos principais articuladores da campanha contra a ALCA (Área de Livre Comércio das Américas).