A economia dos trabalhadores e do povo vai mal

O governo e a televisão não cansaram de comemorar, neste início de ano, as “boas notícias” na área da economia: queda do risco país, subida da bolsa de valores, aumento das exportações. Comemoraram também as “reformas” da Previdência e a Tributária, como vitórias que levariam o Brasil ao “espetáculo do crescimento”.
Todos esses indicadores que o governo Lula tem comemorado, entretanto, são financeiros e indicam a saúde dos ricos, dos grandes capitalistas nacionais e estrangeiros, daquele 1% da população que abocanha a mesma fatia de renda nacional ganha pelos 50% mais pobres.

O espetáculo da desigualdade

A economia dos ricos, deste 1%, vai muito bem. Já a dos trabalhadores vai de mal a pior. Não há um único indicador social a comemorar.

O desemprego atingiu, no final do ano passado, sua maior taxa. Segundo o Dieese/Seade, o desemprego atingiu 19,9%, constituindo-se no maior índice desde 1985, quando começou a ser realizada esta pesquisa. Apenas na região metropolitana de São Paulo, estima-se que 1,94 milhão de trabalhadores estejam desempregados.
Os salários e a renda da classe trabalhadora têm vivido um processo de queda ininterrupta. Desde 1998, segundo o IBGE, a renda dos trabalhadores ocupados encolheu 30%. No ano passado caiu 6,4% e 13,3% nos informais. Ainda segundo o IBGE, só na indústria a queda foi de 5,3%.

O trabalho precário ou informal (sem direitos) cresceu ao ponto de atingir, hoje, 58,1% dos trabalhadores ocupados, ou 38,1 milhões de pessoas. Sendo que, em 2003, cresceu em 42,5% o contingente de trabalhadores sub-ocupados.

Sem falar da situação de permanente sucateamento da educação, saúde e demais serviços públicos, que vêm sendo desmontados e privatizados.
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