A arte (futebolística) refundada

Parece não haver mais dúvidas, o Barcelona de Pep Guardiola refundou o futebol. Momentos assim marcam uma guinada no esporte e na arte da potencialidade humana. O futebol brucutu, veloz e sem criatividade que parece ter surgido em meio à reação neoliberal no futebol é ultrapassada pela posse de bola, a genialidade e agilidade de toques magestrais, rápidos e precisos. Como diz meu boleiro paterno: “Transformaram o futebol em jogo de basquet, a sensação é de que não se pode retirar a posse de bola até que arremessem!”. Ou melhor, chutem, driblem ou encubram os arqueiros.

Messi, Iniesta e Xavi levam adiante um projeto futebolístico que obriga o pensamento e os pés a agirem em perfeita harmonia. O respeito aos adversários, a educação com os atletas, a marcação cerrada e firme ainda em campo adversário, ensina a todos que bonito mesmo é jogar com raça e objetividade do inicio ao final do jogo.

Fiquei na esperança santista, embora seja sãopaulino. Neymar empolga pelo desconcerto e Ganso pela elegância. A união de ambos não possibilitou o confronto parelho com a equipe espanhola, infelizmente.

Em um momento novo e empolgante, com as primaveras que corajosamente enfrentam a reação das burguesias e do imperialismo, o Barça de Messi parece dizer que é possível sonhar com dias melhores, com arte e beleza na vida humana.

Aí Sócrates… Se pudéssemos juntar esse futebol com a democracia…
Viva o futebol!