Trabalhadores da construção civil entram em greve em Sergipe

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Trabalhadores da construção civil lotam as ruas de Aracaju
Foto: Portal Infonet

Na capital Aracaju, todos os canteiros estão paralisados

 


Os trabalhadores da construção civil de Sergipe cruzaram os braços a partir desta segunda-feira, 13, por 15% de reajuste salarial, auxílio-cesta básica no valor de R$150 e plano de saúde. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil (Sintracon), todos os canteiros de obras estão paralisados na capital. Em alguns municípios sergipanos os trabalhadores também aderiram à greve.

A patronal apresentou somente um reajuste no valor de 5,84% nos salários e nenhum outro benefício. “Os trabalhadores da construção civil de Sergipe recebem um dos menores salários do Brasil. As condições de trabalho são péssimas, o café da manhã e o almoço não são de qualidade. Os patrões seguem enrolando na mesa de negociação. Os operários não aguentam mais a situação, a saída foi greve”, disse Deyvis Barros, da CSP-Conlutas Sergipe.

Em todo o estado, existem cerca de 28 mil trabalhadores da construção civil. A adesão à greve é crescente. Segundo o Sintracom, a paralisação segue até o fechamento da negociação. “A patronal continua afirmando que não tem condições de atender a pauta reivindicatória. É preciso avançar no fortalecimento da greve, a direção do Sindicato, ligada à Força Sindical, não pode recuar. A CSP-Conlutas, através do grupo de oposição, está participando ativamente da manifestação”, falou Deyvis.

PSTU envia solidariedade
O PSTU é solidário à greve dos trabalhadores da construção civil de Sergipe. “Para todos os lados que olhamos, enxergamos prédios e mais prédios em construção. Enquanto os trabalhadores amargam com salários rebaixados, péssimas condições de trabalho e aumento do número de acidentes, os patrões lucram vendendo apartamentos caríssimos. Por isso, o PSTU está solidário e apoia a greve dos operários da construção civil. É uma greve justa, que precisa avançar no seu fortalecimento, pois só assim poderão obrigar os patrões atenderam as reivindicações”, falou Vera Lúcia, presidente estadual do PSTU/SE.