Todo apoio à luta dos trabalhadores franceses

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    Os trabalhadores franceses estão dando um grande exemplo de resistência e luta. Centenas de milhares estão indo às ruas nas últimas semanas contra a reforma trabalhista que o governo de Fraçois Hollande apresentou em fevereiro e aprovou por decreto no último dia 10.

    Essa reforma é um duro ataque aos direitos dos trabalhadores que já amargam uma taxa de desemprego de 10,5%, praticamente a mesma que aqui. A reforma do governo “socialista” de Hollande facilita as empresas de demitirem e reduz drasticamente o teto e o período para o recebimento de indenizações por demissão. Outro ponto da reforma privilegia os acordos por empresas às negociações setoriais, enfraquecendo a organização dos trabalhadores e os deixando ainda mais vulneráveis aos patrões.

    Como vocês podem ver, são muitos os paralelos entre a nossa situação aqui e dos nossos irmãos franceses. Tal como no Brasil, enfrentam os efeitos da crise econômica e uma política econômica que busca jogar os efeitos dessa crise nas costas dos trabalhadores. Aqui no Brasil, o governo Temer sinaliza com uma reforma trabalhista para atacar direitos. Mas na prática, isso já vem sendo feito desde o ano passado com o chamado PPE (Plano de Proteção ao Emprego), que deveria se chamar Plano de Proteção do Patrão. O PPE, proposto pela direção da CUT e imposto por Dilma via Medida Provisória em 2015, prevê a redução nos salários dos trabalhadores com a desculpa de proteger os empregos. Mas isso não vem ocorrendo e agora, nas fábricas onde foi firmado esse acordo, as empresas ameaçam com demissão em massa.


    Os trabalhadores franceses, porém, estão mostrando o caminho. Há dias centenas de milhares saem às ruas, apesar da truculência da polícia, ao mesmo tempo em que greves e bloqueios de estradas ocorrem em portos e refinarias de várias partes do país. É preciso prestar toda solidariedade aos trabalhadores da França, e apontar que esse é o caminho para os trabalhadores e a juventude do Brasil. É preciso tomar as ruas e fazer uma grande greve geral para pôr abaixo o governo Temer e seus ataques, exigindo eleições gerais já!
     
     
     
     

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