São José não pode aceitar quebra de acordo e demissões na GM

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Multinacional anunciou fim da produção do Classic na planta e demitir 897 trabalhadores

Causou surpresa e indignação geral o anúncio pela General Motors, no último dia 16, de que pretende romper o acordo assinado com o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e demitir até o final de agosto 897 trabalhadores do setor conhecido como MVA. A medida é mais uma demonstração do descaso e desrespeito desta multinacional com os trabalhadores e com toda a população joseense.
 
Assinado no início deste ano, o acordo foi fruto de meses de mobilização e negociação, que envolveram a própria GM, o Sindicato, bem como representantes dos governos federal, estadual e municipal. É inadmissível que agora a empresa simplesmente anuncie o rompimento deste acordo, que mobilizou toda a cidade, e demita quase 900 trabalhadores.
 
A GM alega que a continuidade da produção do Classic é inviável. Contudo, o modelo acumula vendas superiores este ano em relação a 2012 e a empresa planeja a transferência da produção para São Caetano do Sul e a Argentina. Ou seja, é pura ganância. Desde agosto de 2011, a GM já demitiu mais de 1.700 trabalhadores.
 
Os governos federal, estadual e a Prefeitura não podem aceitar esta quebra de acordo pela GM. Não só por que também participaram das negociações, mas principalmente, por que nos últimos anos têm concedido milhões de reais em isenções e incentivos fiscais à empresa. 
 
Somente com os incentivos dados por Lula e Dilma às montadoras, desde 2008, o país deixou de arrecadar cerca de R$ 30 bilhões. Este ano, já estão previstos outros R$ 2,2 bilhões, com a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados). Em junho, a Prefeitura (PT) e o Governo do Estado (PSDB), por sua vez, anunciaram um pacote de benefícios, concedendo isenção de IPTU, ISS e ICMS à GM e vão viabilizar um terreno para a construção de um condomínio industrial para a montadora.
 
Os trabalhadores e a população de São José não podem aceitar este abuso!
Nesta quarta, dia 21, os metalúrgicos ocuparam a Prefeitura e exigiram uma posição do prefeito Carlinhos (PT). A mobilização em defesa dos empregos começou e, mais uma vez, este é o caminho.
 
É preciso que os governos e toda a população joseense repudiem esta medida da GM e exijam da empresa a manutenção dos empregos e o anúncio dos novos investimentos, conforme ficou acordado na negociação realizada em junho.
 
Chega de desrespeito e enrolação! O PSTU se soma a essa luta e estará junto com os metalúrgicos da GM na mobilização para manter todos os empregos!
 
 
– GM: ruptura de acordo é ataque aos trabalhadores, a São José e ao Brasil!
– Todos contra as demissões!
– Carlinhos: exija da GM o cumprimento do acordo e manutenção dos empregos!
– Dilma: edite uma medida provisória proibindo demissões!
– GM: chega de enrolação, investimentos já!