Renan, Cunha, Jucá e Sarney: Prisão já para todos eles!

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Trio parada dura do PMDB sofre pedido de prisão

Fora Temer! Fora Todos eles! Prisão e confisco dos bens de todos os corruptos

E o governo interino de Michel Temer (PMDB) mal começou e já ameaça acabar por WO. A revelação do pedido de prisão realizado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao STF, e as investigações em curso fazem perguntar: quem vai restar? Na tarde desta terça, 7, vazou o pedido de prisão de ninguém menos que o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), do senador Romero Jucá (PMDB-RR), do presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), além de Sarney.  Aprofunda-se uma crise já grave que atinge em cheio o governo Temer.

Pegue seu caderninho para não perder a conta. Primeiro, foi o braço direito de Temer, Romero Jucá, o homem que articulou os votos do impeachment de Dilma no Congresso e que agora ameaça passar uns tempos no xilindró. Depois foi o ministro da Transparência, Fabiano Silveira, flagrado em conversas com Renan e o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, manobrando na Justiça para safá-los da Lava Jato. As gravações de Machado, fruto de um acordo de delação premiada, inclusive, embasou os pedidos de prisão de Renan, Sarney e Romero Jucá, por tramarem a obstrução das investigações.

O ex-presidente teria pagado ao menos R$ 70 milhões do esquema de corrupção da Petrobrás para a liderança do PMDB. R$ 30 milhões para Calheiros, R$ 20 para Jucá e outros R$ 20 para Sarney. Edison Lobão (PMDB-MA) e Jader Barbalho (PMDB-PA) também teriam levado alguns trocos dessas tenebrosas transações.

Já o pedido de prisão de Eduardo Cunha, que vem bem tarde, se baseia em algo que não é segredo para ninguém: mesmo afastado da Câmara, o bandido continua manobrando para se safar no Conselho de Ética. Mais do que isso, Cunha vem colocando pupilos seus em postos chave do governo Temer.

Os pedidos de prisão que vieram à tona nesta terça já estariam no STF há três semanas, só aguardando decisão do relator da Lava Jato, Teori Zavascki, relator da Lava Jato.


Pedido de prisão vem tarde para esses bandidos

Fora de controle
A dinâmica dos últimos dias indica um aprofundamento ainda maior da crise política que já toma por inteiro o governo Temer. A fila anda e não tem previsão de terminar: o ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, foi acusado de receber grana da Lava Jato. A nova secretária da Mulher, Fátima Pelaes, além de ser contrária ao aborto e a outros direitos das mulheres, ainda é investigada num esquema de desvio de emendas parlamentares.

Nesse processo todo, o PSDB vem se desmascarando e provando cada vez mais que é tão ou mais corrupto que qualquer outro. O senador Aloysio Nunes, líder de Temer, disse que “não viu” nenhuma tentativa de obstrução da Justiça nas gravações que embasaram os pedidos de prisão. Fácil entender a posição de Aloysio, preocupado não só com o governo Temer, mas com sua própria plumagem. Neste dia 6, o STF abriu um segundo inquérito para investigar o senador Aécio Neves (MG), que ficou conhecido como “o primeiro a ser comido” após a gravação das conversas entre Machado e Romero Jucá.

Fica cada vez mais evidente que, longe de ser algo completamente instrumentalizada pela burguesia e os tucanos, a Lava Jato é expressão da crise política que está fugindo ao controle. As conversas gravadas por Machado, pouco antes da votação do impeachment, revelam uma articulação para safar os políticos e o então governo Dilma, incluindo o próprio Lula. O impeachment, ao invés de fechar essa crise, a aprofunda a cada dia.

Fora Temer, Fora Todos!
O governo Temer mal começa e já balança. É um governo mais fraco, repudiado e que tem diante de si uma tarefa inglória: aprovar as medidas exigidas pela burguesia e o imperialismo para a crise. Isso significa dar sequência ao ajuste fiscal do governo Dilma, o que inclui impor uma reforma da Previdência e trabalhista. Isso num contexto de aumento galopante do desemprego, que já atinge 11,2%, (números do trimestre encerrado em abril), o que significa 11,4 milhões de desempregados no país.

É possível e necessário derrubar esse governo, botar todos esses corruptos atrás das grades e impedir esses ataques. Os trabalhadores franceses estão dando agora um grande exemplo de luta. É preciso unificar as lutas, generalizá-las, rumo a uma grande greve geral para botar abaixo esse governo e esse Congresso Nacional. Exigir eleições gerais já e construir uma alternativa dos trabalhadores, um governo socialista dos trabalhadores formado por conselhos populares.

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