Profissionais da Educação suspendem votação de projeto de Eduardo Paes no Rio

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Manifestantes lotaram entrada da Câmara
(Fotos: RB)

Educadores ocuparam plenário da Câmara de Vereadores nesta quinta-feira exigindo retirada do PCCS de Paes

 
Aproximadamente 400 educadores ocuparam a esquina da rua Alcindo Guanabara, onde fica a entrada lateral da Câmara dos Vereadores. Eles protestam pela imediata retirada do projeto de plano de carreira enviado pelo prefeito e aprendiz de ditador, Eduardo Paes (PMDB). O plano enviado sem discussão conseguiu ser pior do que o vigente.
 
Em vigília desde o início da manhã, profissionais de educação da rede municipal do Rio surpreenderam o esquema montado pela bancada governista. Aliados de Paes, que disponibilizaram poucas senhas, pretendiam impedir a entrada da categoria para a sessão de votação.
 
O objetivo era, a exemplo da sessão de abertura da CPI dos Ônibus, encher as galerias com pessoas ligadas aos seus gabinetes e votar sem grandes pressões o projeto enviado autoritariamente pelo prefeito. A iniciativa dos grevistas conseguiu, além de impedir a manobra governista, garantir a entrada de dezenas de pessoas da categoria e atrasar a sessão.
 
Mais de cem policiais militares foram deslocados para o local, e o clima ficou tenso. Mesmo assim, quando pessoas estranhas pró-governo municipal tentaram entrar, os profissionais fizeram um cordão humano e impediram a entrada.
 
Instalada a sessão, a base do governo procurou a qualquer custo encaminhar o processo de votação. A pressão exercida pelos manifestantes fez com que uma comissão do Sepe fosse recebida em audiência pelo vereador Luis Antônio Guaraná, líder do governo. Logo depois, o presidente da Câmara, Jorge Felipe, anunciou a suspensão da sessão e sua reabertura somente na próxima terça-feira, dia 1º de outubro.
 
Nesta sexta, 27, a partir das 10h, na Cinelândia, ocorreu uma assembleia da categoria. O PSTU, que ajuda a construir o Movimento Educadores em Luta – MEL, ligado á CSP-Conlutas, segue dando todo seu apoio à continuidade da mobilização, exigindo a retirada imediata do projeto e a aprovação do plano de carreira proposto pelo Sepe.

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