Fora todos eles! Greve Geral para impedir que Temer assuma! Eleições Gerais já!

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Aliado dos empresários da Fiesp, Temer prepara conjunto de ataques

Com a abertura do processo de impeachment pela Câmara neste domingo, o vice-presidente Michel Temer está prestes a assumir a presidência. Mas quem é esse que até poucos dias atrás era o articulador político de Dilma e fiador da bancada do PMDB na base governista?

O autodenominado “vice-decorativo” de Dilma começou sua vida pública na gestão do então governador de São Paulo, Ademar de Barros, um dos articuladores do golpe de 1964. Trabalhava então no gabinete da secretaria de Educação de Ataliba Nogueira.

Ainda no regime militar, em 1984, Temer, já procurador-geral do estado, assume a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo. Volta ao cargo em 1992 para substituir Pedro Franco após o massacre do Carandiru em que 111 presos foram chacinados pela Polícia Militar. Nesse meio tempo foi ainda deputado constituinte, ficando responsável pela comissão que definiu as prerrogativas da Polícia Civil e Federal.

Mas o político Temer despontou mesmo nos anos 1990, como deputado. À imagem e semelhança de seu partido, o PMDB, Temer aderiu ao mais puro fisiologismo, ao jogo sujo do “toma-la-cá”. Não é de se espantar que tenha ficado amigo e próximo de Eduardo Cunha. Foi com ele que Cunha aprendeu as minúcias do parlamento e as manobras para se dar bem. “Ele é competente, trabalhador, dedicado e tem uma inteligência privilegiada“, declarou Temer sobre Cunha à revista Piauí em reportagem de 2010.

No Congresso Nacional, Temer foi base do governo FHC e chegou à presidência da Câmara em 1997. Na época, triplicou a verba de gabinete dos colegas e permitiu o aumento dos salários dos assessores.

Com a vitória de Lula em 2002, Temer foi para o lado do PT. Versátil, em 2004 chegou a ser vice na chapa de Luiza Erundina (PSB) à prefeitura de São Paulo. A partir de 2007, o PMDB integra oficialmente a base do governo em negociação costurada pelo próprio Temer com Lula. O apoio do PMDB rendeu nada menos que sete ministérios ao partido. Em 2010, o convite para que Temer assuma a condição de vice visava aproximar ainda mais o PMDB do governo e do PT.


PT e PMDB celebram aliança

Corrupto
Como não poderia ser diferente, Michel Temer coleciona inúmeras denúncias de corrupção. Foi envolvido na Operação Castelo de Areia deflagrado pela Polícia Federal que encontrou nada menos que 21 vezes o nome do político em planilhas de pagamento da empreiteira Camargo Correa. Acredita-se que tenha recebido pelo menos meio milhão de reais entre 1996 e 1998. Também foi envolvido na Operação Caixa de Pandora que investigou o chamado “mensalão do DEM” no governo do Distrito Federal.

O vice de Dilma também foi investigado pelo STF por suspeita de cobrança de propina no porto de Santos nos anos 1990. E, finalmente, foi citado por Nestor Cerveró como parte de um achaque protagonizado por deputados do PMDB para manter o diretor da Petrobrás no cargo. Segundo Cerveró, o PMDB cobrava 700 mil dólares para que ele permanecesse no cargo.

Fora todos eles!
Prestes a assumir a presidência, Temer já negocia não só com os deputados que lhe garantiram vitória no impeachment. Negocia com a Fiesp, Firjan e outras entidades patronais, assim como banqueiros e ruralistas, para impor uma agenda de ataques aos trabalhadores que vão da reforma da Previdência, trabalhista, além do aprofundamento do ajuste fiscal. Temer é parte do estelionato eleitoral promovido pelo PT e, assim como Dilma, não tem a menor legitimidade para estar à frente da presidência.

É necessário inviabilizar o governo Temer. Torna-se cada vez mais urgente impor uma forte greve geral para colocar esse corrupto picareta para fora.

Eleições Gerais já!
A única solução para que os trabalhadores não paguem pela crise é um governo socialista dos trabalhadores, sem corruptos e sem patrões, apoiado em conselhos populares. Mas, enquanto os trabalhadores não contam com suas próprias organizações em que possam governar, o PSTU defende a convocação de eleições gerais já.

Não eleições como defendem setores como a Folha de S. Paulo ou a Rede, por exemplo. Defendemos eleições para todos os níveis – deputados, senadores e presidente – e com outras regras, sem financiamento das empresas, sem a participação dos corruptos, com tempo igual de televisão, mandatos revogáveis, com o salário dos eleitos igual ao de um operário ou um professor e sem qualquer tipo de privilégios.

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