Servidores protestam contra aprovação de MP´s sem as emendas

Cerca de 2 mil servidores públicos federais protestaram em Brasília nesse dia 5 de setembro contra a aprovação das Medidas Provisórias editadas pelo governo, sem as emendas reivindicadas pelas entidades da categoria.

As MP´s deveriam cumprir os acordos estabelecidos pelo governo com a categoria durante a greve de 2005. No entanto, além de não honrar o prometido, as medidas ainda trazem embutidos diversos ataques aos servidores. As MP´s atacam duramente a previdência dos servidores, reintroduzem as famigeradas gratificações produtivistas e aprofundam a diferença salarial entre ativos, aposentados e pensionistas.

No dia 4 de setembro os deputados, através de um acordo entre as lideranças dos partidos e o governo, aprovaram 20 MP´s que trancavam a pauta da Câmara, entre elas as Medidas Provisórias que afetam cerca de 1,4 milhão de servidores federais. Agora, as medidas seguem para o Senado e os servidores pressionam os senadores para que aprovem as emendas.

Campanha Salarial 2007
Além das emendas, os servidores federais lutam ainda pela inclusão do reajuste à categoria na LOA (Lei Orçamentária Anual), enviado pelo governo no último dia 31 ao Congresso. O projeto de orçamento do governo não prevê um centavo de reajuste ao funcionalismo, aprofundando mais ainda a defasagem que, só na gestão Lula, chega a 30%.

Durante a plenária nacional da Cnesf (Coordenação Nacional dos Servidores Federais) realizada dia 3 em Brasília e que contou com cerca de 250 pessoas representando diversas entidades do funcionalismo, os servidores aprovaram a orientação de incluir, nas próximas campanhas salariais e mobilizações, a luta contra o pagamento da dívida pública, por entender que essa é a única forma de garantir recursos para reverter o sucateamento do serviço público e conceder reajuste à categoria.

Uma nova plenária da Cnesf ocorre na 1ª quinzena de outubro, quando os servidores analisarão a conjuntura pós-eleições e definirão os próximos passos da luta da categoria por reajuste e contra o sucateamento dos serviços públicos.