GM usa reestruturação para propor redução de direitos

Montadora quer aumento de jornada, terceirização, entre outros pontos

A General Motors quer redução drástica de direitos na fábrica de São José dos Campos, como condição para trazer novos investimentos para a planta. A proposta traz 28 pontos e foi apresentada pelo Sindicato dos Metalúrgicos aos trabalhadores dos dois turnos, em assembleias nesta quarta-feira (23).

Uma nova rodada de negociação com a GM acontece esta tarde, em Guarulhos. A proposta da montadora só será colocada em votação ao final do processo de negociação.

A pauta apresentada pela GM inclui aumento da jornada de trabalho, implantação de banco de horas, liberação da terceirização em toda a fábrica, fim do transporte fretado, jornada intermitente e fim da estabilidade no emprego para lesionados – esta última é uma cláusula histórica, conquistada ainda na década de 80 e que a cada ano a GM tentar derrubar.

O sindicato já se posicionou contra a proposta, que traz graves prejuízos econômicos e sociais para os metalúrgicos.

Os trabalhadores ficaram indignados com a proposta da GM. O sindicato é contra a retirada de direitos e continuará com o processo de negociação, mas a decisão final caberá aos trabalhadores. Queremos tratar do assunto com total transparência e dando continuidade à luta por empregos e direitos“, afirma o vice-presidente do sindicato, Renato Almeida.