Eliana Lacerda, dirigente da Federação Nacional dos Trabalhadores Gráficos, adere ao PSTU


Leia abaixo a carta de adesão ao PSTU divulgada por Eliana Lacerda, dirigente da Federação Nacional dos Trabalhadores das Indústrias Gráficas (FNTIG/CSP-Conlutas) e ex-militante do PSOL-BH

Aos militantes do PSTU e companheiros(as) de militância sindical e política

Prezados companheiros e companheiras

Meu nome é Eliana Lacerda. Sindicalmente, sou dirigente da Federação Nacional dos Trabalhadores Gráficos e represento minha entidade na Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas.

Politicamente, iniciei minha experiência durante a Ditadura Militar, participando das mobilizações pelas “Diretas Já!”. Era uma militância isolada, movida apenas pela indignação contra as injustiças sociais, que desde pequena agitava minha mente.

Quando o PT começou a se evidenciar, passei a procurar por seus militantes porque queria participar de algo maior e organizado. Isso aconteceu no final de 1987 quando um amigo foi convidado para uma reunião e sabendo do meu interesse me levou junto.  A reunião era de um núcleo de trabalhadores gráficos da Convergência Socialista.

Minha identificação com os ideais e métodos de luta daquele agrupamento foi instantânea e a militância política rapidamente passou a ser uma das prioridades em minha vida. Militando me sentia um ser humano mais completo pois me apropriava da minha essência como um SER POLÍTICO – condição que o sistema repele e combate duramente, pois querem toda nossa energia voltada para sua reprodução.

Das inúmeras experiências na CS, a construção do PSTU no início de 90, após a expulsão do PT, foi um desafio gigantesco que uniu centenas de militantes corajosos, dedicados e vitoriosos de todo o país, já que nosso objetivo foi alcançado em 1994.

Infelizmente, logo após a fundação, uma diferença interna resultou na ruptura de um grupo de companheiros, do qual eu participava.

A partir daí vivi outras experiências, também muito ricas, com movimentos sociais de luta pela terra, na construção do PSOL e também um papel muito ativo no movimento sindical dos gráficos.

Mesmo fora do PSTU, mantive com muitos militantes fortes laços de amizade, respeito, solidariedade. Também conseguimos preservar um espaço importante para o confronto de ideias, críticas e propostas que muitas vezes conseguimos concluir positivamente.

Isso só foi possível devido à proximidade das minhas concepções e propostas com o programa do partido e, certamente, é o que agora nos permite uma reaproximação.

Hoje retorno ao PSTU consciente dos enormes desafios à frente: uma nova conjuntura que abre perspectivas importantes para a classe trabalhadora e que temos de incidir; os problemas que teremos que resolver para que as relações políticas possam se sobrepor positivamente sobre as apreensões naturais da conjuntura, a necessidade de ampliar o leque de representação do partido, o fortalecimento das relações de confiança entre a militância.

Retorno confiante, com o espírito aberto ao diálogo, energia e disposição renovadas e com a mesma paixão que sempre mobilizou minha militância. A expectativa é poder contribuir na construção coletiva do PSTU como instrumento de luta contra a ideologia dominante do capitalismo e, principalmente, ajudar a avançar a consciência sobre a necessidade de construção do socialismo.

Do ponto de vista individual, sigo sendo a mesma pessoa, leal aos mesmos princípios. Com a mesma noção de responsabilidade, dedicação e sensibilidade. Espero poder contar com o respeito de todos e todas com quem militei nesses últimos anos.

Eliana Moreira de Lacerda

Belo Horizonte, Setembro de 2013

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