Sergei Eisenstein

Sim, o mestre do cinema revolucionário russo era gay. Apesar da homossexualidade não ser explícita em nenhum dos filmes do genial e revolucionário diretor russo (ainda que existam referências espalhadas por todos eles), o fato de ser gay foi, de certa forma, determinante em sua filmografia. Revolucionário da primeira hora, Eisenstein serviu ao Exército Vermelho e depois juntou-se aos artistas que se propuseram a construir um projeto de arte revolucionária, para um mundo socialista. Foi este impulso que o levou a fazer dois dos filmes mais revolucionários e importantes da história do cinema: O encouraçado Potemkin (1925) e Outubro (1928). Contudo, no decorrer dos anos, as ousadias e inovações na linguagem que caracterizaram estes filmes foram dando lugar a um cinema mais comportado e inteligível. Por trás destas mudanças, estavam as garras de Joseph Stalin e seu realismo socialista. Referência que o sempre crítico Eisenstein não deixou de registrar no ambiente extremamente sombrio que cerca os protagonistas de seus últimos filmes (principalmente em Ivan, o terrível, uma impressionante metáfora do ditador). Muitos são os historiadores que tanto a permanência na União Soviética quanto sua relação com Stalin foram marcadas pelas chantagens que a burocracia soviética fazia em relação a sua homossexualidade.



Próximo filmePrimeiro diretor: Andy Warhol