Pier Paolo Pasolini |
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Um dos cineastas mais geniais de todo os tempos, Pasolini também foi um importante teórico do cinema, escritor, poeta e agitador político-cultural. Sua vida e obra são marcadas por contradições aparentemente insolúveis. Era, ao mesmo tempo, um ateu com tendências ao místico e ao mundo judaico-cristão; um comunista militante do PCI (constante criticado pelo stalinismo devido sua homossexualidade), com uma postura quase anarquista diante do mundo; um homem gay que criticava a mercantilização das relações humanas, mas praticamente restringia suas relações a michês, pegos na periferia de Roma. Polêmico e irreverente, Pasolini foi levado aos tribunais mais de dez vezes, acusado de obscenidade ou blasfêmia. Para muitos (vide filme mencionado acima), sua violentíssima morte foi um revide fascista contra sua vida e obra. Seus filmes, assim como seus escritos, percorreram os temas e campos mais variados. Há uma chamada fase mítica, marcada por filmes como O evangelho segundo S. Mateus (1964) Édipo Rei (1967), Teorema (1968), Pocilga (1968), Medeia (1970) e Notas para uma Oréstia Africana (1970). Três outros, compõem a Trilogia da vida (vide abaixo). Seu derradeiro filme, Saló, ou os 120 dias de Sodoma é uma obra-prima, com a característica fundamental de Pasolini, a contradição: um filme fundamental e imperdível, mas dificílimo de ser assistido devido à crueza com que ele retrata a história de um grupos de fascistas (um militar, um bispo, um político e um patrão) que submete os jovens mais belos de uma cidade há três ciclos de torturas: o da carne, o da merda e o do sangue. |
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