Pedro Almodóvar |
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O diretor espanhol é um dos poucos que consegue manter uma produção ao mesmo tempo autoral e popular (amplamente apreciados por vários setores sociais). Além de suas cores já cantadas em versos e prosa, uma de suas melhores características é a naturalidade com a qual ele representa qualquer coisa que seria tida como absurda pela maioria da sociedade. Assim, por exemplo, a sexualidade de seus personagens atravessa qualquer fronteira pré-definida. Desde os primeiros curtas – com títulos impagáveis como Fuck me, fuck me, fuck me, Tim (1978) e A história de duas putas (1977) – já passaram por seus filmes ninfomaníacas, gays obsessivos, gente felicíssima por ser o que é, casais incestuosos e todos os fetiches imagináveis. Tendo deixado sua província, na região da Mancha, aos 17 anos, Almodóvar mergulhou profundamente no mundo das drogas, baladas e contracultura no final dos anos 1970, em Madrid, onde um movimento que ficou conhecido com “La movida” sacudia o underground, onde o jovem Pedro produziu seus primeiros curtas, escreveu histórias em quadrinhos, fez apresentações perfomáticas de teatro e música. Alguns filmes, principalmente, os com temática mais diretamente GLBT. |
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