Luchino Visconti |
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Já apontado como o mais aristocrático de todos os comunistas, Visconti, de fato, é uma figura única na história do cinema. Filho de uma família nobre e riquíssima, o diretor envolveu-se, nos anos 1920 e 30, com correntes das vanguardas artísticas e do marxismo que marcaram toda sua obra, mesmo quando ele mergulha no mundo das elites (um de seus temas prediletos). Sua carreira cinematográfica começou com, Obsessão (1942) um dos marcos fundamentais do Neo Realismo (o movimento cinematográfico que brotou na Itália, nos anos que sucederam a Segunda Guerra e suas terríveis consequências num país que havia vivido sob o fascismo de Musolini por duas décadas). Sua segunda obra-prima, La terra trema (1948) nasceu como uma encomenda do Partido Comunista. A ideia era fazer um documentário sobre as miseráveis condições de vida dos camponeses sicilianos. Visconti, com sua típica independência, acabou fazendo um comovente épico sobre a vida de pescadores, mineiros e operários fabris no sul da Itália. O senso de realidade continua vivo nas locações reais e na utilização de não-atores como protagonistas (uma das características do neo-realismo). Além de seus 12 filmes, alguns deles marcos fundamentais da história do cinema – como Senso (1954), Rocco e seus irmãos (1960) e O leopardo (1963) –, Visconti dirigiu peças e óperas. Sempre franco em relação à sua homossexualidade, o diretor morreu aos 69 anos, em 1976, quando tinha como parceiro o ator Helmut Berger. |
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