John Waters |
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Talvez o mais irreverente dos cineastas gays. Com certeza, o mais grotesco e escatológico. É cruelmente antológica a cena de Pink Flamingos (1972) na qual a gordíssima travesti Divine come as recém-saídas fezes de um cachorro. O título do seu primeiro filme, feito com US$ 2 mil em 1970, já indicava o caminho que o cineasta iria tomar: Mondo Trasho, estrelado por Divine, em modelos absurdos, embalada por uma trilha que vai do rock dos anos 1950 aos temas de O mágico de Oz. Alguns de seus filme voltaram às telas em remakes de Hollywood – que como tudo no capitalismo tem a incrível arte de se apropriar de qualquer coisa pra fazer uns trocados –, como é o caso de Hairspray, lançado em 1988, com Divine no papel da cantora gordinha que sacode os padrões de beleza e o racismo de sua cidade, Cry Baby, que, em 1990, tinha Johhny Depp no papel do jovem delinquente-e-sensível (a la James Dean), que se revolta (e reforma) contra a sociedade. |
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