Jean Cocteau |
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Uma das mentes mais criativas do entre-guerras, Cocteau foi poeta, escritor, pintor, coreógrafo, roteirista e diretor de alguns filmes que entraram para a história do cinema, como O sangue de um poeta (1930), O eterno retorno (1943), A bela e a fera (1946) e Orpheus (1950). Vários deles cercados de referências homoeróticas, construídas, como tudo mais no universo lírico e surrealista de Cocteau, através de símbolos, mitos e imagens enigmáticas. Herdeiro do Romantismo do início do século 19 (como o do também transgressor Lorde Byron), o diretor também relaciona, com frequência, amor, criação, sexo e morte. Em sua vida pessoal, ele circulou entre alguns dos principais nomes no cenário artístico dos anos 1920 e 30, muitos deles gays, como o escritor André Gides e o diretor do Ballet Russo Sergei Diaghilev. Também faziam parte de seu grupo de amigos a atriz Sarah Berndhardt, o pintor Pablo Picasso e o músico Erik Satie. Durante toda sua vida, Cocteau viveu abertamente com homens, alguns deles por longo períodos, como o escritor Raymond Radiquet, que Cocteau, com 29 anos, começou a namorar quando ele tinha 15, ficando com ele até sua morte prematura, aos 20 anos. Contudo, seu grande amor e parceiro foi o belíssimo protagonista de A bela e a fera, Jean Marais, com que ele viveu décadas, até sua morte, em 1963. |
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