James Whale

Conhecido, hoje, pelo grande público e, também, pela comunidade GLBT através do filme Deuses e Monstros, no qual o final da vida do cineasta foi ficcionado de forma extremamente poética. Whale nasceu na Grã-Bretanha, em 1889, e foi, na sua época, um verdadeiro deus-monstro do cinema, praticamente um dos principais responsáveis pela definição de um gênero cinematográfico: o terror, sempre dotado de um perverso senso de humor, que o diretor se orgulhava de ter (e, geralmente, associava ao fato de ter sobrevivido como gay no meio em que o via como uma espécie de anormal, dado a naturalidade com a qual convivia com sua homossexualidade. Suas obras primas são o Frankstein (1931) – que transformou o ator Boris Karloff no sinônimo de monstros hollywoodianos durante as duas décadas seguintes –, O homem invisível (1933), com efeitos que certamente já foram vistos pelo nosso José Mojica, o Zé do Caixão, e A noiva de Franskstein, com Elsa Lanchester, no duplo papel da noiva e da escritora Mary Shelley, autora do conto.

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