Dorothy Arzner

Pouquíssimo conhecida por aqui (e hoje em quase em todo canto, a exceção dos meios acadêmicos), Arzner foi um dos principais nomes de Hollywood nos seus anos áureos, nas décadas de 1930 e 40. Uma das poucas mulheres que conseguiu invadir o clube quase totalmente masculino dos grandes diretores. O que, inclusive, pode ser uma das razões (além de sua evidente orientação sexual) que a levou a usar, quase sempre, em público, terno e gravata e cabelos curtíssimos. Em seus filmes, mulheres são quase sempre fortes em oposição ao estereótipo da mulher submissa dos anos 1920 nos Estados Unidos. Sua luta contra a opressão ainda se expressou na sua intensa participação nas campanhas antinazistas. Em público, Dorothy vivia em companhia das mulheres, inclusive de belas e famosas estrelas como Marlene Dietrich e Rosalind Russel. Dentre seus muitos feitos na indústria do cinema, destaca-se ainda o fato de ela ter criado o microfone de teto para seu último filme, Crepúsculo sangrento, em 1943. Apesar da homossexualidade não ser central em nenhum deles, há sempre referências implícitas ou, no mínimo, antimachistas. Estão presentes em filmes como Assim amam as mulheres (1933) e nos dois citados abaixo.
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