Vão mandar a polícia desocupar a Mabe

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É preciso cercar de solidariedade os operários da Mabe


Na sexta feira, dia 18, foi entregue na Mabe de Hortolândia a ordem de reintegração de posse. A ocupação da Mabe nas plantas de Campinas e Hortolândia continuam e os trabalhadores mostram o caminho, e vão resistir. Foi realizado uma assembléia na segunda do dia 21 nas duas plantas com os trabalhadores, pois a reintegração pode acontecer a qualquer momento nas duas fábricas ocupadas.
 
Dia 15 de março fez um mês de ocupação, a solidariedade tem sido muito importante para o fortalecimento da luta dos 2000 trabalhadores, sendo cerca de 500 lesionados pelo trabalho, que lutam contra o calote.
 
A Mabe recebeu ajuda com isenção de impostos do governo Dilma que deixou de arrecadar mais de R$ 200 milhões desde 2008, dinheiro esse que poderia ter sido usado para construir escolas, creches e hospitais públicos.
 
Os militantes do PSTU e da CSP-Conlutas estão participando da ocupação arrecadando alimentos, estando no dia-a-dia das fábricas ocupadas.

Exigimos que o governo Dilma (PT) estatize a Mabe sem indenização e o coloque sob o controle dos trabalhadores, só assim é possível garantir os direitos e empregos. Exigimos que o prefeito de Campinas, Jonas Donizete (PSB), e o prefeito de Hortolândia, Antônio Meira (PT), dê isenção de IPTU, água, luz, cestas básicas e vale-transporte para os trabalhadores da Mabe.
 
Fazemos um chamado aos companheiros da Intersindical do Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas que exijam do governo Dilma a estatização da Mabe, sem indenização para que os trabalhadores toquem a fábrica.
 
Nesse momento devemos cercar de solidariedade a ocupação. É preciso construir um comitê de solidariedade na região de Campinas com os movimentos sociais, lutadores e lutadoras, partidos de esquerda, movimento  estudantil, para fortalecer a luta dos trabalhadores da Mabe. Essa tarefa é urgente diante do risco da Tropa de Choque desocupar as duas fábricas. 
 
Todo o movimento sindical e popular deve apoiar esta ocupação e a resistência dos trabalhadores, votando moções de apoio, enviando solidariedade e se deslocando para a porta da empresa para ajudar a resistência.