Trabalhadores e estudantes resistem ao caos no Amapá

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Governo do estado demite 100% da categoria de vigilantes amapaenses

O governador do Amapá, Waldez Goés (PDT), anunciou 1.500 demissões de trabalhadores da vigilância do estado nessa que é a segunda demissão em massa em 2016. No início do ano, o prefeito Clécio (primeira prefeitura governada pelo PSOL no Brasil e agora na REDE) demitiu mais de 600 vigilantes.

A justificativa foi a implantação do sistema de vigilância eletrônica para “baratear custos”. Waldez segue sua cartilha de ataques e “ajustes fiscal”. Na verdade essa política é para favorecer os tubarões da vigilância privada que costumam financiar suas campanhas eleitorais.

A categoria estadual de vigilantes da educação e saúde vem sofrendo duros golpes com o atraso salarial de 8 meses na educação e 4 meses na saúde. No interior do estado, esses trabalhadores já acumulam 11 pagamentos atrasados.

Além de não pagar o que é direito do trabalhador, o governador ainda diz que se quiserem receber vão ter que ir para a justiça! Um absurdo!

Trabalhadores da vigilância são vanguarda na luta
Iniciando uma greve que já dura mais de 20 dias, apesar de toda a conciliação do sindicato com patrões, os vigilantes persistem na luta pelos seus direitos e emprego reivindicando 100% de readmissão e pagamento integral dos salários atrasados.

A CSP-Conlutas vem dando apoio à oposição que a todo o momento desmascara o sindicato e quer que a luta avance.

A CUT repete o papel que cumpre igualmente em todo país, que é de enrolar a classe trabalhadora com a sua velha e conhecida burocracia. São promessas e promessas de reuniões intermináveis com o governo que promete o pagamento da categoria, mas até agora só dois meses foram pagos e nada se fala dos outros meses e da readmissão dos demitidos.

Essa central traidora deixou os trabalhadores que se encontram no olho da rua chegar a ponto de acumularem 11 pagamentos atrasados no interior do estado sem nada ser feito para reverter o quadro.

A CUT à frente da categoria dos vigilantes, o governador Waldez e o prefeito Clécio não se importam nenhum pouco com a situação dos trabalhadores, que já necessitam fazer coletas entre a categoria para ajudar companheiros que se encontram sem alimento em casa, pois acabaram os recursos e a oportunidade de emprego é algo raro no estado.

Falta de vigilantes causa onda de assaltos
E o quadro caótico não termina com as demissões dos vigilantes. Só nos últimos 18 dias, mais de 15 escolas e 1 hospital foram assaltados devido à falta de vigilância. Se continuar nessa média, em cerca de 2 meses, as 60 escolas públicas do estado serão esvaziadas pelos bandidos.

Alunos, moradores da periferia, mulheres, negras e negros trabalhadores sofrem cada vez mais com a falta de segurança num estado que em 2015 foi o 3º maior em índice de estupros nacionalmente e em 2013 chegou ao 1º lugar. O SUS (Sistema Único de Saúde) conta com menos de 20 leitos de UTI quando deveria ter cerca de 720 vagas, isso equivale apenas a 3% da necessidade do estado. Além de apenas 4% da população ter acesso a saneamento básico.

As lutas não param
A população local, alunos e professores se solidarizam com a luta dos vigilantes e saem às ruas em protesto para reivindicar seus direitos: segurança nas escolas, qualidade na educação, melhores condições de trabalho e educação.

Unidade de ação nas lutas
ACSP Conlutas vem apoiando as lutas no estado e faz um chamado para que a CUT rompa com os governos e patrões e lute em defesa dos direitos dos trabalhadores. Assim como faz o chamado todos os vigilantes da saúde e educação a estarem unificados nesse momento juntamente com outras categorias, movimentos sociais, sindicatos e centrais! É preciso unidade na luta! Nenhum direito a menos! É preciso construir a Greve Geral em defesa do emprego e do salário!

Chega dos trabalhadores pagarem a crise que o governo e os patrões criaram!

– Readmissão já de todos os vigilantes!

– Pagamento integral dos salários atrasados!

– Por segurança, melhoria nas condições de trabalho e ensino nas escolas!

– Por uma educação pública, gratuita e de qualidade!

– Fora todos os que atacam os direitos dos trabalhadores! Fora Waldez! Fora Clécio! Fora Temer e Dilma! Eleições Gerais já!